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domingo, 15 de abril de 2012

O aquário plantado

Introdução Deixe-me começar dizendo que eu não sou especialista em plantas aquáticas. Apesar de ter cerca de 15 anos de experiência com aquarismo, durante o qual eu sempre mantive plantas vivas nos meus aquários,
o meu verdadeiro interesse em aprender os detalhes mais finos e necessidades das muitas espécies de plantas aquáticas começou há apenas 2 anos. Mas acho que já é o suficiente para eu me considerar um iniciado neste aspecto do hobby, e ousar escrever esse artigo.
 
A primeira coisa que a minha experiência permite dizer é que manter plantas saudáveis é essencialmente nada diferente ou mais complicado do que manter peixes saudáveis. Tudo que precisamos perceber é que, assim como os peixes, plantas são seres vivos que vão prosperar contanto que as suas necessidades básicas sejam razoavelmente satisfeitas. Assim como peixes, existem espécies resistentes que facilmente toleram condições menos favoráveis ou erros por parte de um iniciante, e existem espécies muito sensíveis recomendadas somente para o aquarista mais experiente. Este artigo vai descrever um procedimento simples e barato que permite a qualquer um rapidamente montar um aquário plantado bem sucedido. Mas primeiro, vamos discutir alguns detalhes a respeito da escolha do tanque e outros equipamentos que você vai usar.
Dimensões do Tanque
Como você sabe, aquários vêm em todos os tamanhos e formas. A coisa mais importante a considerar quando se escolhe o tanque é que ele não deve ser muito alto. Isso porque a quantidade de luz que uma planta efetivamente recebe decresce rapidamente com a profundidade da água. Para um primeiro aquário, alturas entre 30 e 45 cm são adequadas, e um volume total entre 50 e 200 litros será apropriado para permitir um paisagismo rico sem gastar muito dinheiro.
Outro detalhe que vale a pena levar em conta é o comprimento do tanque. Como o melhor tipo de iluminação para aquários plantados simples são os tubos fluorescentes, e eles vêm em comprimentos padrões (veja tabela abaixo), idealmente um aquário deve ser apenas um pouco mais comprido do que um desses valores, e nunca um pouco menor. Isso ajuda a reduzir o custo da iluminação, e otimiza a distribuição da luz por todo o aquário.
Alguns Tubos Fluorescentes Padrões
Tamanho (cm) 45 60 90 120
Potência (W) 15 20 30
40
Iluminação
Provavelmente, o fator mais importante no sucesso de um aquário plantado seja a iluminação adequada. As referências mais comuns usadas em aquários plantados simples são deixar as luzes ligadas cerca de 10-12 horas por dia, e usar pelo menos 1 Watt de luz fluorescente para cada 2 litros de volume do tanque. Portanto se você tem um aquário de 120 litros você precisaria pelo menos 60 W de iluminação fluorescente (três tubos de 20 W, ou quatro de 15 W). Outro fator a considerar é o tipo de tubo fluorescente. Existem várias marcas e modelos diferentes no mercado, mas os tubos do tipo "Luz do Dia" (encontrados em qualquer loja de material elétrico ou construção), funcionam muito bem e são muito mais baratos do que os tubos especializados. Portanto se você está disposto a investir em uma iluminação especializada ótimo, mas também pode optar por uma mistura de especiais e comuns, ou até mesmo só comuns.
Filtragem
Embora não seja impossível, manter plantas saudáveis com um Filtro Biológico de Fundo (FBF) não é recomendável porque este tipo de filtro (aquelas placas que ficam embaixo do cascalho com uma torre indo até a superfície) prejudica o crescimento das raízes e limita a escolha de cascalho e o uso de aditivos para as raízes. Se o seu aquário já está montado com um FBF, tudo bem. Faça uma tentativa, e se você não estiver obtendo os resultados desejados considere desativá-lo (isto deve ser feito com cuidado, principalmente se o aquário estiver funcionando há muito tempo e tiver muita sujeira acumulada no cascalho). Mas se você estiver montando um aquário novo, você deve definitivamente dar preferência a outros filtros. Para aquários menores, filtros externos (aqueles que ficam pendurados na borda do vidro) funcionam muito bem e não custam muito caro. Para aquários maiores. filtros tipo canister (filtros independentes, com mangueiras retirando e devolvendo água para o aquário) são excelentes opções. Filtros tipo Wet-Dry e Trickle devem ser evitados porque o maior contato com o ar causa a remoção de CO2 da água, e este é um ítem importante como veremos abaixo. Um guia comum para ajudar a dimensionar a filtragem é que ela deve circular cerca de 5 vezes o volume do aquário por hora. Portanto um aquário de 120 litros deve ter uma filtragem que circule cerca de 600 litros/hora. Muito menos que isso podem acumular-se sujeiras e toxinas, muito mais que isso pode haver excesso de movimentação da água e as plantas não gostam disso.
Cascalho
Se o seu aquário usa um FBF, você está limitado a cascalho com pedrinhas de cerca de 1 cm ou mais de tamanho (para que a água possa fluir bem através dele), e não pode usar aditivos nele porque este filtro os remove do cascalho e joga para dentro da água. Sem um FBF, você tem várias opções de cascalhos finos e areias. Idealmente, aquários plantados devem ter uma camada de 5-8 cm de cascalho com granularidade de 1-3 mm. Se a sua intenção é criar um aquário com visual natural, você deve obviamente escolher um cascalho que pareça natural (geralmente tons de marrom ou cinza). Ele também deve ser neutro, isto é, não interferir com o pH e a dureza da água. Aditivos de cascalho ricos em ferro são altamente recomendáveis para um prolongado crescimento de plantas. Laterita também é uma excelente opção (um tipo de cascalho natural rico em ferro).
Suprimento de CO2
O CO2 é outro fator essencial no crescimento de plantas, porque ele é um dos ingredientes básicos da fotossíntese. Ele dissolve muito facilmente em água, e qualquer aquário sempre vai ter alguma quantidade dele. Dependendo da sua montagem, (tipo de filtragem, parâmetros da água, número de peixes, etc.), esta quantidade natural pode ser suficiente para fornecer às plantas o que elas necessitam, ou pode ser tão pouco que ele se torna o fator limitante no crescimento delas. Neste caso você precisa aumentar a quantidade artificialmente, com um injetor de CO2. Existem injetores comerciais altamente sofisticados e caros no mercado, mas para um aquário simples temos uma solução muito criativa e barata: o injetor de CO2 caseiro. É uma mistura de fermento biológico e açúcar, colocado em uma garrafa plástica de refrigerante. À medida que o fermento se alimenta do açúcar, CO2 é produzido e injetado no aquário com uma pedra porosa. Informações mais detalhadas sobre CO2 podem ser encontrados em outro artigo nesta seção.
Nutrientes
Como qualquer outro ser vivo, as plantas precisam de nutrientes para executarem as suas funções biológicas básicas. Os 3 nutrientes mais importantes para qualquer tipo de planta são o nitrogênio, o fósforo e o potássio (N-P-K), por isso os fertilizantes de jardim são feitos com compostos contendo estes elementos, chamados macronutrientes. Porém, a água do aquário tende a naturalmente acumular grandes quantidades de N e P, na forma de amônia, nitratos, fosfatos, etc, e um excesso destes compostos tende a causar uma variedade de problemas (intoxicação dos peixes, crescimento excessivo de algas, flutuações de pH, etc), portanto os fertilizantes de aquários devem ter grandes concentrações somente de K. Obviamente, vários outros elementos são usados em menor quantidade mas também são essenciais. Estes são chamados de micronutrientes ou elementos traços: Fe, Zn, Mg, Mn, S, B, e outros. Existem vários bons fertilizantes para aquários que fornecem todos esses nutrientes nas quantidades apropriadas, que você compra e "dá de comida" para as plantas da mesma maneira que faz com os peixes. Só que com a vantagem de em geral só precisar fazer isso umas poucas vezes por mês, e não todo dia.
A montagem do aquário
Agora que passamos pelos requerimentos básicos, aqui está um procedimento passo a passo para montar um aquário plantado simples e duradouro. Tenha em mente que isso é apenas um guia...como sempre acontece no nosso hobby, existem várias maneiras de se fazer a coisa certa (e muitas outras maneiras de fazê-las erradas! :-)
  1. Escolha o seu tanque, meça as dimensões e calcule o seu volume. Dê preferência para tanques com 30 a 45 cm de altura. Lave as laterais com uma esponja nova e água de torneira pura. Coloque o tanque na sua localização definitiva, preferivelmente onde ele poderá receber uma boa quantidade de luz solar indireta, mas nenhuma luz solar direta.
  2. Instale os tubos fluorescentes e acessórios na tampa, totalizando pelo menos 1 Watt para cada 2 litros de volume do aquário. Escolha o tubos mais longos possíveis, que ainda caibam dentro da tampa. Use somente tubos tipo "Luz do Dia", ou troque um mais deles por um tubo especializado tipo AquaGlo ou Gro-lux, que favorece o cescimento de plantas e realça a coloração de muitos peixes. Se possível, mantenha os reatores das lâmpadas do lado de fora da tampa para evitar o aquecimento excessivo, e instale um interruptor para cada tipo de lâmpada...é interessante poder controlar a quantidade e o tipo de iluminação em diferentes horas do dia.
  3. Escolha o seu equipamento de filtragem, de acordo com as sugestões acima, e monte nos lugares apropriados. Se possível, dê preferência a dois filtros menores e independentes, do que um único filtro maior. Isso torna as coisas mais fáceis para você e mais seguras para o seu aquário - se um dos filtros entupir ou parar de funcionar você não perde toda a capacidade de filtragem.
  4. Selecione o seu cascalho e lave-o muito bem em água corrente, até que ele não turve mais a água. Encha o fundo do tanque com 3-5 cm de cascalho. Adicione a quantidade recomendada de um aditivo de cascalho comercial e misture bem. Depois cubra a mistura com o cascalho restante, até completar  5-8 cm de cama. Ele geralmente fica melhor quando distribuído irregularmente pelo aquário, ou decrescendo de trás para frente.
  5. Encha o tanque com água até cerca de metade da altura. Esta pode ser água de torneira desclorificada ou, melhor ainda, água de um aquário maturado que você sabe estar livre de toxinas e doenças. A maioria das plantas se dão melhor em águas com temperatura de 20-28oC, pH entre 6,4 e 7,2 e dureza baixa (mole) até moderada. Portanto estas devem ser as suas metas.
  6. Selecione as suas decorações - pedras, troncos, baús de tesouro, o que for - e coloque a sua mente criativa para funcionar no paisagismo. Tenha em mente que qualquer coisa colocada na parte de trás do aquário vai logo ficar escondida por plantas em crescimento. Um artigo mais detalhado com dicas de decoração estará disponível no futuro, assim como um artigo separado sobre a preparação de troncos para uso em aquários.
  7. Encha o restante do tanque e ligue os filtros. A água pode ficar meio turva logo de saída devido ao cascalho, ou em alguns dias devido a um surto de bactérias. Isto é normal, apenas deixe o aquário rodando por si só por alguns dias até as coisas se assentarem.
  8. Se tudo estiver indo bem e a água limpa, você está pronto para introduzir as primeiras plantas! Mais uma vez, coloque a sua criatividade para funcionar. Detalhes sobre os tipos de plantas e as suas características podem ser encontrados na seção Jardim, aqui vou apenas recomendar que você escolha algumas plantas resistentes e de crescimento rápido para começar - Hygrophilas, Cabombas, Vallisnerias, Sagittarias, Elodeas, Samambaia de Java, e várias outras são bons começos. Existem alguns ótimos sites internacionais por aí que você pode usar como referência e inspiração, veja a página Plants and Planted Tanks na seção de links internacionais deste site, ou o índice do Aquascaping Web Ring. Não plante o aquário inteiro logo de cara...deixe espaço para outras espécies que você possa querer introduzir no futuro. À medida que suas plantas crescem, você também vai ter o prazer de se ver criando seus próprios maços com as suas podas, e replantando-os nos seus aquários ou doando para amigos. Quando a sua plantação inicial estiver feita, aplique um fertilizante líquido de manutenção de acordo com as instruções, e depois continue a usá-lo na dosagem e na frequência recomendadas na embalagem.
  9. Depois de algumas semanas (veja o artigo sobre o Ciclo do Nitrogênio), seu aquário estará pronto para receber alguma vida animal (se você quiser, é claro...mas as pessoas raramente mantém aquários estritamente só com plantas). O número de opções aqui é simplesmente grande demais para caber em um artigo ou mesmo em um único livro, e na verdade é mais uma questão de preferência pessoal. Não é preciso dizer que você deve escolher criaturas que não vão comer as suas plantas...e a questão de compatibilidade de peixes e plantas também é bastante ampla. Portanto mais uma vez, o melhor a fazer é olhar por aí, perguntar, comprar livros e aprender com as experiências de outras pessoas. A seção Galeria tem exatamente esta finalidade. Idealmente, um aquário plantado deve ser escassamente povoado, ficando folgadamente abaixo do limite de 1 cm de peixe para cada 30 cm2 de superfície da água, a mais popularmente aceita referência de população.
  10. Em breve você deverá começar a ver o aparecimento de algas na decoração, folhas, vidros, etc. Isto é praticamente inevitável e até benéfico para o aquário, contanto que seja mantido sob controle. Por isso é uma boa idéia introduzir alguns bons comedores de algas para ajudá-lo nesta tarefa. Algumas das escolhas mais populares são os Cascudos e outros Peixes-Gato com boca de sucção (fique com os pequenos, alguns chegam a crescer bastante), Algae Eater Siamês, Flying Fox e outros Labeo's, Platis e outros vivíparos, e certas espécies de Caramujos e Camarões.
  11. Depois de mais algumas semanas você deve começar a sua rotina de trocas parciais de água. Quanto trocar e com que frequência depende de muito fatores, mas a maioria das pessoas trocam 10% a 30% do volume a cada 1 a 4 semanas. É sempre melhor trocar quantidades menores com maior frequência...como alguém já disse: "É impossível fazer trocas d'água demais."
É isso aí. Parece complicado? Trabalhoso? Realmente não é. Trabalho em aquários é quase sempre o resultado de erros e desinformação por parte do dono. Espero que estes guias te ajudem a tomar a decisão de mergulhar no maravilhoso mundo dos aquários plantados!
 
* fonte:
Marcos A. Avila - aquahobby.com
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ARTIGOS AQUAFLUX
 A dieta dos peixes...
Você oferece o alimento certo para seus peixes? Vamos conferir...
A alimentação dos peixes ornamentais constitui um dos fatores essenciais para garantir saúde e vitalidade. Junto com a qualidade da água e a total ausência de estresse, a comida que oferecemos define a saúde do peixe, seu bem-estar e até mesmo sua expectativa de vida.
Atualmente existem no mercado os mais diversos tipos de ração, das mais básicas até as mais específicas. Sendo apresentadas em diferentes formas e texturas, são capazes de atender praticamente todas as espécies de peixes de aquários e lagos. Flocos, grãos, pequenas esferas, pellets, pastilhas, tiras, argolas, cubos, patês, em pó, liofilizados, congelados etc. são exemplos que inevitavelmente satisfazem os animais que o aquarista cria.
Além de formato, sua composição também é bem diversificada:
- Existem as rações consideradas básicas, compostas de porções iguais de ingredientes proteicos e fibrosos. Rações como essas podem alimentar diversos peixes diferentes, mas são mais indicados para peixes onívoros;
- Existem as rações à base de vegetais (geralmente vegetais comuns e spirulina), riquíssimas em fibras e muito indicadas como alimento base para peixes herbívoros ou como alimento periódico para peixes onívoros;
- Existem rações compostas de proteínas animais (peixes, camarões, ostras, artêmias etc.), muito indicadas como rações base para peixes de hábito carnívoro, piscívoro ou insetívoro. Também pode ser oferecido periodicamente para peixes onívoros;
- Existem ainda no mercado pastilhas especiais, constituídas de matéria vegetal e com o acréscimo de celulose, especialmente indicada para Cascudos e Limpa-Vidros, que costumam raspar troncos, raízes e folhas atrás desse polissacarídeo.
Rações em flocos ainda são, sem sombra de dúvida, a primeira escolha de muitos. Por ser macia quase todos os peixes conseguem captura-la, até mesmo os de boca muito pequena, pois podem fragmentar os flocos. São coloridas e chamam a atenção, flutuando na água. Podem variar imensamente na composição, então existem muitas opções diferentes. Proteicas, fibrosas, básicas, de artêmia etc. São apenas evitadas ou ignoradas por peixes de médio a grande porte, incapazes de consumi-la justamente por ser pequena demais.
Grãos seguem no mesmo sentido que a ração em flocos, o que se aplica em uma, se plica na outra. A única ressalva é que o tamanho dos grãos pode variar, variando também o tamanho do peixe que irá consumir a ração. Mesmo macios ainda são mais rígidos que os flocos, e alguns peixes tem preferência por esse formato.
Já os pellets e bolinhas são especiais para peixes de médio a grande porte, devido ao seu tamanho. Geralmente bem rígidos e com forte odor, chamam atenção desses animais mais robustos. Por serem maiores os pellets se tornam atrativos e os peixes conseguem capturá-los sem problemas. Peixes jumbos são excepcionalmente beneficiados por essas rações. Podem ser de vegetais, de proteínas ou básicas.
Alimentos congelados e liofilizados são um caso à parte, pois são capazes de preservar algumas características originais do ser vivo, especialmente a primeira opção. Larvas de mosquito congeladas por exemplo - os bloodworms -, preservam a cor e a textura original, além de certas vitaminas, proteínas e sais minerais. Os peixes se sentem muito atraídos e geralmente nunca recusam esse petisco eventual (eventual, pois é melhor oferecê-lo apenas esporadicamente). Já os liofilizados comprometem a aparência, mas preservam quase que totalmente os nutrientes e ainda chamam muito a atenção dos animais devido ao seu forte odor, além de serem mais fáceis de estocar e lidar. Também evitam possíveis contaminações.
Alimentos em pastilhas que afundam foram especialmente desenvolvidos para peixes de fundo, que habitam a zona do inferior do aquário. São extrusadas e compactas, mais densas que a água, por isso afundam tão rapidamente. Geralmente se mantêm firmes, dando tempo para os animais localizá-las. Satisfazem as exigências de peixes como Corydoras, Dojôs, Botias, Lábeos etc. Podem ser básicas, fibrosas ou proteicas.
Cubo geralmente é a forma de alguns alimentos liofilizados ou congelados, facilitando o manuseio, pois permite que o aquarista fracione mais precisamente a comida em pequenas porções.
Existem algumas pastilhas, bem como alguns cubos, que devem ser pressionadas contra o vidro, servindo de alimento aos peixes do meio, da zona média do aquário. Geralmente apenas como mimo, vai se soltando aos pouquinhos. Podem ser de alimentos vivos e rações (ricas em fibras ou proteínas).
Tiras e argolas (anéis) quase sempre são as formas das rações para invertebrados como camarões, lagostins, siris, caranguejos etc. Facilitam o manuseio por parte dos animais e podem ser compostas mais de fibras ou proteínas.
As apresentadas em pó são destinadas aos alevinos, após a reprodução. Dependendo da granulometria das partículas, podem ser destinadas aos alevinos de ovovivíparos ou até mesmo de ovíparos. Diminuem a taxa de mortalidade e aceleram um pouco o crescimento dos alevinos.
Os patês podem ser os comercializados ou os feitos em casa, pelo próprio aquarista e servem unicamente como complemento um tanto desnecessário, um mimo mesmo. Bom para peixes de boca muito pequena.
Veja na figura: 1. ração em flocos de spirulina; 2. ração extrusada em forma de pastilhas que afundam; 3. ração em flocos básica e 4. ração em pequenos grãos.
Veja na figura: 1. ração em flocos de spirulina; 2. ração extrusada em forma de pastilhas que afundam; 3. ração em flocos básica e 4. ração em pequenos grãos.

É importante salientar que em todos esses tipos de rações existem variáveis interessantes. Elas podem receber substâncias com algum determinado propósito, tornando-as únicas. Por exemplo, o que algumas podem possuir:
- Substâncias para realçar a coloração amarela/laranja/vermelha dos peixes;
- Substâncias para realçar a cor azul dos peixes;
- Alho, para melhorar o sabor e a saúde dos animais e
- Bactericidas para tratar internamente os peixes enfermos.
Agora que temos um resumo dos diferentes tipos e apresentações das rações industrializadas para nossos peixes, devemos nos ater as necessidades individuais de cada organismo de acordo com sua espécie. Nesse ponto não podemos errar! De nada adiantar comprar uma ração e excelente qualidade se for a errada para seu peixe. Vamos analisar caso por caso:
Se o seu peixe for exclusivamente herbívoro: nesse caso o peixe não pode receber alimentos ricos em proteínas, então apenas ofereça rações específicas para peixes herbívoros, aquelas constituídas primariamente de spirulina. Também ofereça vegetais como abobrinha, ervilhas pré-cozidas ou espinafre, por exemplo.
Ex.: Ciclídeo Pombo (Pseudotropheus demasoni).
Se o seu peixe for onívoro com tendência herbívora (também chamado simplesmente de herbívoro): nesse caso ele se alimenta principalmente de material vegetal, mas aceita outros alimentos proteicos, então ofereça de forma igualmente intercalada uma ração básica com uma de vegetais. Rações proteicas apenas esporadicamente, algo como umas 3 ou 4 vezes no mês.
Ex.: Molinésia Preta (Poecilia sphenops).
Se o seu peixe for onívoro: nesse caso o peixe come de tudo, então ofereça 3 rações - uma básica, uma de vegetais e outra ricas em fibras.
Ex.: Barbo Sumatra (Puntius tetrazona).
Se o seu peixe for onívoro com tendência carnívora (também chamado simplesmente de carnívoro): nesse caso o peixe se alimenta principalmente de matéria animal mas aceita alimentos ricos em fibras, como os vegetais, então ofereça de forma igualmente intercalada uma ração proteica com uma básica. Rações de vegetais apenas esporadicamente, algo como 3 a 4 vezes por mês.
Ex.: Óscar (Astronotus ocellatus).
Se o seu peixe for exclusivamente carnívoro: nesse caso, o peixe só aceita alimentos de origem animal, então ofereça rações muito proteicas além de alimentos vivos ou congelados, como larvas de Besouro-do-Amendoim, Tenébrios, ou Minhocas, por exemplo.
Ex.: Killifish Anulatus (Pseudepiplatys annulatus).
Se o seu peixe for piscívoro: nesse caso, são as espécies que se alimentam exclusivamente de outros peixes. São poucas as espécies piscívoras no mercado, então a maior parte dos grandes carnívoros podem ter uma perfeita dieta sem a necessidade de sacrificar outros peixes. Os peixes a serem oferecidos como alimento devem ser pequenos, para que sejam devorados de uma vez, em uma só bocada. Não se pode fazer "brincadeiras" com os peixes, isso pode ser considerado sadismo e tortura.
Ex.: Peixe-Folha Amazônico (Monocirrhus polyacanthus) e Exodon spp..
Procure sempre por rações de boa procedência, realizando uma pesquisa antes de comprar. Evite marcas duvidosas ou recipientes que não contenham marca. A ração deve estar firme, dependendo do formato elástica, com cheiro forte e característico e não pode soltar tinta. Guarde o pote em local fresco e seco, longe de produtos químicos com cheiro forte e da luz do sol.
Prefira sempre comprar vários pequenos potes do que apenas um grande, pois o contato com o ar vai fazendo com que o produto perca qualidade. Se não for possível, redistribua a ração em outros potes menores e guarde na geladeira.
Você é o que você come, e isso também vale para os peixes. Por isso atente para o que oferece aos seus animais, para garantir-lhes uma vida longa e saudável.
Até.