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sábado, 26 de novembro de 2011

Plantados á maneira de Diana Walstad


 Publicado 14 February 2010 - 01:19 AM
Enquanto navegava pela net deparei-me com um interessante artigo acerca dos não menos interessantes aquários construídos de acordo com Diana Walstad e o seu livro "Ecology of the Planted Aquarium: A Practical Manual and Scientific Treatise for the Home Aquarist", que para os que desconhecem é uma das biblias dos amantes de plantas e tanque plantados. Nesse livro ela fala de um método de fertilização e planeamento de plantados algo diferente do que consideramos habitualmente como válidos ou correctos no mainstream após o advento do Método de Estimativa de Tom Barr, e dos trabalhos de Takashi Amano.

A máxima de Walstad não é meramente criar uma paisagem subaquática vibrante e linda aos olhos do observador, mas também a criação de um sistema ecológico mais ou menos completo no tanque de forma a integrar os peixes e plantas num sistema químico e biológico de forma a que possam viver em conjunto sendo os peixes e restante fauna a alimentar as plantas, ao invés de ser o aquariófilo o agente fertilizador e cuidador omnipresente do universo aquático que é o seu aquário.

Os tanques construídos de acordo com os seus métodos não utilizam injecção de dióxido de Carbono, e as fontes de nutrientes e gás das plantas provêm maioritariamente dos peixes e seus dejectos e desperdícios ao invés da intervenção externa humana. Visto requerem tão pouca manutenção, e tão pouca infraestrutura logística, há quem se refira a este tipo de plantados como low upkeep e low tech.

O artigo encontra-se em:
http://thegab.org/Plants/setting-up-a-wals...anted-tank.html

E considero uma leitura obrigatória para todos os amantes de plantas e plantados.

Para os que não dominam a Língua britânica, passo a traduzir o artigo dentro das fronteiras do meu inglês:

"Montando um Tanque Plantado Natural de acordo com Walstad"

"No seu Livro, "Ecology of the Planted Aquarium: A Practical Manual and Scientific Treatise for the Home Aquarist", Diana Walstad diz que o objectivo é construir um ecosistema onde "plantas e peixes contrabalancem as necessidades uns dos outros". Neste tipo de tanques, as plantas são as purificadoras da água em lugar dos filtros. Em vez de converter amonia em nitratos, as plantas convertem a amónia em massa vegetal, e assim não há uma acumulação de nitratos e desta forma o pH não baixa ao longo do tempo. As plantas também removem metais pesados da água. Alimentação dos peixes, lodo, e os micronutrientes do solo alimentam as plantas. Peixes e microorganismos produzem Dióxido de Carbono para as plantas e as plantas ajudam a produzir oxigénio para os peixes. Apenas é necessária uma iluminação moderada juntamente com luz do sol. Um tanque do tipo Plantado Natural de Walstad é um aquário de baixa manutenção, apenas necessitando de podas ocasionais, e trocas parciais de água pouco frequentes."

Imagem colocada

"O meu aquario de 110litros (29 gallon) com frente abaolada, mostrado em cima, foi montado como um tanque plantado em janeiro de 2005, e isto é como ele está 8 meses mais tarde. O substrato é composto por cerca de 2.5cm (1inch) de humus de minhoca (terra vegetal, ou o que queiram chamar-lhe), corrigido com concha esmagada, e coberto com cerca de outros 2.5cm de areão fino. As plantas incluem, Echinodorus tenelus, Sagitaria subulata, Hygrophila difformis. Os habitantes incluem Espadas, Endlers, pleco palhaço, Planorbis corneus e outros caracois aquáticos. A iluminação é luz do sol de uma janela a sul, e 40 watts de 6500K de luz fluorescente compacta.

Como montar um Plantado do tipo de Walstad:

Substrato:

Dois e meio a 4cm de solo de jardim não esterelizado, solo de vaso, ou terra vegetal, com 2.5 a 4 cm de areão de 2-4mm por cima. Não use solos profundos, ou solos barrentos de zonas de água salobra. Se o solo base tiver características ácidas, usem calcários em pó misturados com a solo fértil. Se a água da sua área for macia, adicionem pedaços pequenos de calcário ou conchas moídas para gradualmente aumentarem o valor da dureza da água ao longo do tempo. Ela recomenda não adicionar turfa ou fertilizantes orgânicos como por exemplo esterco. Adicionar uma pequena quantidade de matéria orgânica bem decomposta é correcto. Para sua segurança deve querer fazer um teste numa garrafa para avaliar o quanto o solo turva a água. Adicione uma camada de solo e cubra com uma camada de areão e depois encha o tanque lentamente e com cuidado para não perturbar o solo (e turvar a água). Após isso deixe repousar durante algumas semanas. Alguns solos lixiviam mais que outros. Quando se usa solo embalado, será boa ideia espalha-lo numa camada fina e deixa-lo arejar durante a noite (24h) para que a amónia se liberte para a atmosfera.

Plantas:
Use vários tipos de plantas, algumas das quais irão eventualmente ficar emersas. Use também plantas flutuantes. Geralmente as plantas mais baratas são as que são mais fáceis de manter.

Peixes:
Diana refere que podemos povoar moderadamente o tanque de imediato. (Mantenha um olho na Amónia, porque já tive solos que ciclaram um tanque de imediato e outros solos que levaram um mês a ficar habitáveis) Evite peixes herbívoros, ou peixes que revolvam ou escavem o fundo.

Iluminação:
Diana prefer uma mistura de luz solar e luz fluorescente - 1 a 2W por cada 3.8litros(1gallon) aprox.(0.25 a 0.5W/litro) se o tanque não receber luz solar, menos se o tanque receber luz solar directa. Ela prefere uma combinação de lâmpadas de luz branca ou luz promotora de crescimento vegetal. A autora recomenda também um fotoperiodo de 10 a 14 horas diárias.

Filtração:
No seu livro a autora refere que tudo o que necessitamos é de movimento da água, embora actualmente, Walstad acresça a recomendação de uma filtragem mecânica. Uma bomba com um pré filtro serve perfeitamente.

Fertilização:
Alimente a fauna generosamente.

Trocas Parciais de água:
50% a a cada 6 meses, ou caso os peixes ou plantas evidenciem sinais de stress. O lodo e dejectos dos peixes alimentam as plantas.

Oxigenação:
Apenas se os peixes evidenciarem sinais de hipóxia durante as primeiras horas do dia.

Vários:
Caracóis são bons para limpar as folhas das plantas e acelerar o processo de decomposição (fornecendo nutrientes de CO2 para as plantas) É recomendável uma dureza total superior a 7º gH.

Construção:
Adicione 2.5cm(1inch) de solo vegetal/solo de jardim/humus de minhoca, e corrija com conchas esmagadas, misture bem. Adicione água para humedecer o solo. Adicione então a camada de areão em volta das margens do tanque. Plante cada planta e adicione areão em volta dela. Após ter todas as plantas plantadas, encha com areão até ter uma camada de cerca de 4cm de areão. Coloque um prato ou um recipiente raso no fundo do aquário e adicione água cuidadosamente. Se a água ficar turva após ter introduzido cerca de metade de um palmo de água, retire a água turva na totalidade, e reinicie o processo de enchimento. A autora normalmente adiciona peixes de imediato, mas eu espero e verifico os parametros no dia seguinte para ter a certeza que o solo não está a lixiviar amónia para a água. Aqui fica um guia de imagens de como montar um tanque plantado de acordo com Walstad:Aqui

Diana Walstad é moderadora no The Enatural forum on Aquatic Plant Central.

Aqui deixo um artigo escrito por Walstad acerca das Plantas enquanto filtros biológicos, que indica que as plantas têm preferencia por amónia em relação ao nitrato. e Algumas imagens dos seus tanques. Artigo Imagens de alguns dos seus tanques "

Artigo original escrito por Betty do site http://thegab.org/Plants/ a 16/Agosto/2009
Artigo Traduzido por Gervas membro do Forúm http://www.aquariofilia.net a 13/Fevereiro/2009

Peço desculpa se falhei em alguns termos e não me apercebi.

Estes tanques não são exactamente o que lemos habitualmente pela net, direi que são o contrário do que outros autores professam, mas aparente a coisa tem resultados. E só ter que fazer TPA's a cada 6 meses.... Isso é que é o sonho de um amante de tanques de baixa manutenção. Embora eu veja uma enorme desvantagem no facto de estas águas não serem muito agradaveis a peixes e plantas mais exigentes nos parametros....

Está aberta a Discussão pessoal. Digam de vossa Justiça
:biggn:

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Autor: Kris Weinhold / Tradução: Edson Rechi
Introdução
Qualquer aquarista provavelmente já teve que lidar com algas em seu aquário. Em um aquário plantado, um conjunto ainda mais complexo de variáveis, pode facilmente sair de controle e terminar com o triste surgimento de algas. Eu combinei informações de diferentes sites, acrescido de alguma experiência pessoal, e espero ter montado uma referência completa para os tipos mais comuns de algas encontradas no aquário plantado, juntamente com suas causas e soluções.
Este é um documento em contínuo desenvolvimento, então se você notar que algo está incorreto ou enganoso, por favor, não hesite em deixar um comentário com a sua correção.
Nota do tradutor: embora o artigo está associado a aquário plantado, estes tipos de algas podem surgir em qualquer aquário de água doce.
Índice
Barbas negras / BBA / Petecas / Black Brush (Rhodophyta) 
Barbas Negras, BBA ou black brush, podem apresentar uma série de gêneros específicos de algas “vermelhas” da família Rhodophyta. A maior parte das algas desta família são de ambiente marinho, mas uma espécie de água doce parece especialmente afetar aquários plantados. Esta alga pode variar sua coloração entre preto, marrom, vermelho ou verde e rapidamente poderá cobrir suas plantas e objetos decorativos se não for controlada.
Nota do tradutor: são conhecidas como “algas vermelhas”, devido sua coloração característica. Existe mais de 6.000 espécies, a maior parte ocorrente em ambiente marinho, existindo cerca de meia dúzia de espécies de água continental. Quando em ambiente marinho ou água de pH e dureza elevados podem apresentar coloração vermelho, enquanto em água doce com pH e dureza baixo apresentam coloração esverdeada ou negra.
Causa:
Desequilibrio/excesso de nutrientes, N, para ou Fe. Procure manter os níveis N (10-20 ppm), para (0.5-2 ppm), K (10-20ppm), Ca (10-30 ppm), Mg 92-5 ppm), Fe (1 ppm). Neil Frank observou que raramente esta alga é encontrada em aquário de ciclídeos africanos, onde o pH e dureza é elevado, indicando que infelizmente esta alga prolifera em ambiente ácido, comumente encontrado em aquário plantado.
Tratamento:
Aumento de CO2 – Isso vai estimular o crescimento das plantas, que deve estimular a competição por nutrientes disponíveis.
Excel/H202 (água oxigenada) – Use uma seringa para atingir as áreas afetadas. Remover em seguida quando a alga estiver mais pálida (cinza / branco).
Remoção manual – Use uma escova para remover o máximo possível.
Tratamento com hipoclorito de sódio – Mergulhe as plantas ou objetos infectados em uma solução de água sanitária com água potável, utilizando a proporção 1:20 de lixívia misturado a água. Antes de colocá-los de volta no aquário, certifique-se que estão livre do cheiro de lixívia.
Manutenção programada e adequada – faça uma ou duas trocas parciais de água semanalmente/quinzenalmente.
Comedores de algas – Comedor de algas siames (SAE) e o camarão Amano são conhecidos por comer esta alga.
Cobre (não recomendado) – há inúmeros algicidas contendo cobre que irá eliminar este tipo de alga, mas você corre o risco também de eliminar suas plantas e invertebrados com o uso.
Algas Marrom / Brown Algae (Diatomáceas) 
Algas marrom, ou diatomáceas, frequentemente apresentam uma sujeira marrom viscosa que cobre as folhas e outros itens do aquário. Dificilmente surge em aquário maturado.
Causas:
Aquário novo – aquário recém montado é propenso a este tipo de alga.
Excesso de nutrientes – a sílica em particular parece ser o estimulador. Confira com a concessionária de água de sua cidade se há grande concentração de sílica em seus reservatórios de água.
Lâmpadas velhas: lâmpadas antigas podem incentivar condições para o surgimento desta alga.
Nota do tradutor: lâmpadas possuem um determinado número de horas de vida útil. Vencido o número de horas, a lâmpada poderá continuar funcionando, porém sem a mesma qualidade exigida, daí a importância trocar as lâmpadas periodicamente, especialmente em aquário com muitas plantas.
Tratamento:
Tempo – esgotado o excesso de sílica da água, a maioria das vezes esta alga desaparece por si só.
Remoção manual – pode ser facilmente removidas manualmente com a mão, sifão ou escova.
Comedores de algas: Ottos, caramujos e neritinas costumam eliminar estas algas, entre outras.
Algas verde/azul, BGA, Blue Green (Cyanobactéria) 
Muitas vezes referida pelos aquaristas como algas, o BGA é na verdade um tipo de bactéria que pode facilmente infestar todo seu aquário em poucas horas. Surge como um revestimento verde, preto ou roxo, exalando um cheiro ruim quando retirado da água. Como qualquer bactéria consumidora de nitrogênio, ela esgotará completamente a coluna de água de qualquer nitrogênio disponível.
Nota do tradutor: cianofíceas, como também são conhecidas, não podem ser consideradas algas e nem bactérias comuns. São microorganismos com características celulares procariontes (bactérias sem membrana nuclear), porém com um sistema fotossintetizante semelhante ao das algas (vegetais eucariontes), ou seja, são bactérias fotossintetizantes. Existe uma confusão na nomenclatura destes seres, pois a princípio pensou tratar-se de algas unicelulares, posteriormente os estudos demonstraram que elas possuem características de bactérias.
Causas:
Nitrato baixo – normalmente, quando a presença do nitrato é mínimo na coluna de água. Embora esta seja uma condição desencadeante, é agravado pela bactéria utilizar o nitrogênio restante.
Excesso de matéria orgânica – o nome diz tudo, excessos podem desencadear o BGA.
Lâmpadas velhas – lâmpadas velhas não emite luz utilizável pelas plantas. Esta pode ser mais uma questão de suas plantas não estarem competindo pelos nutrientes disponíveis com as algas.
Fraca circulação – circulação é fundamental em um aquário plantado de forma que não tenha “pontos mortos” e que os nutrientes sejam consumidos não apenas localmente, mas em toda estenção do aquário.
Nota do tradutor: embora a circulação seja fundamental em qualquer tipo de aquário, em aquário plantado devemos evitar criar um ambiente lótico.
Tratamento:
Aumento do nitrato – dose uma concentração que atinja até 5 ppm de nitratos.
Plantas de crescimento rápido – adicione plantas que irão competir com as algas pelos nutrientes mais rapidamente.
Apagão – estas algas não podem viver sem luz.
Nota do tradutor: o apagão só deve ser adotado se houver uma proliferação muito grande e não deverá ultrapassar mais que 48h. Após o apagão, deverá retirar todos os esporos e algas mortas do aquário manualmente ou sugando com um sifão.
Excel / H202 (água oxigenada)- use uma seringa para atingir áreas afetadas e em seguida remova manualmente.
Eritromicina – utilize este antibiótico na metade da dosagem diretamente na coluna d´água.
Nota do tradutor: eritromicina normalmente não costuma debilitar as macrófitas aquáticas.
Cladophora 

Esta alga é de longe a mais difícil de remover do aquário. Possui formato de lã verde, dura, se favorece quando mistura-se ao substrato ou outros itens do aquário.
Causas:
Marimo ball (bola marinha) – sendo da mesma família, as vezes pode introduzir a Cladophora em seu aquário.
Condições saudáveis – infelizmente se favorece nas mesmas condições de água que as plantas necessitam.
Tratamento:
Remoção manual – use uma escova de dente ou pinça e remova o máximo possível que puder.
Excel / Água oxigenada – use uma seringa para atingir áreas afetadas e em seguida remova manualmente.
Sorte – muito difícil remover 100%.
Fiapos de algas / algas felpudas / Fuzz Algae

Geralmente surgem em folhas de plantas, dando uma aparência um pouco difusa em suas bordas.
Causas:
Desequilíbrio de nutrientes – Mantenha os seguintes níveis de nutrientes: N (10-20ppm), para (0,5-2ppm), K (10-20ppm), Ca (10-30ppm), Mg (2-5ppm), Fe (0,1 ppm) .
Baixa emissão de CO2 – Mantenha entre 20-30 ppm de concentração de CO2, conforme permitido pela fauna.
Tratamento:
Mantenha os níveis adequados de nutrientes e CO2.
Comedores de algas – Comedor de algas siâmes (SAE), camarões Amano, Ottos e Molinésias normalmente comem esta algas.
Poeira Verde / Green Dust Algae (GDA)

Esta alga surge com um biofilme verde, similar a uma poeira verde, normalmente na superfície dos vidros do aquário. É causado por esporos e parece evitar inertes ou folhas das plantas.
Causa:
Infelizmente ainda não foi possível localizar as causas concretas para seu surgimento.
Nota do tradutor: excesso de nutrientes na coluna d´água aliado a troca repentina da maior parte das lâmpadas de uma só vez contribuem para seu surgimento. 
Tratamento:
GDA parece ter um ciclo de vida finito, de modo que você poderá deixar ocorrê-lo sem interferência, deixando a algas endurecer e sumir em cerca de três semanas. Após este tempo, pode-se remover o restante que sobrou raspando ou com trocas parciais de água.
Comedores de algas – neritinas podem ajudar em sua eliminação, mas o mais recomendado é através da remoção manual completa aliado a troca parciais de água.
Ponto verde / Green Spot (Choleochaete orbicularis)

Mancha verde é comum no vidro do aquário, quando não há troca parcial de água rotineira, ou quando a adição de fertilizantes tem sido conduzida incorretamente. Podem ser encontradas também em folhas de Musgo de Java, Anubias e Bolbits, entre outras.
Causa:
Baixo nível de fosfato (PO4) – ocorre quase exclusivamente quando os níveis de fosfato estão muito baixo ou esgotados.
Tratamento:
Remoção manual – Use uma lâmina de barbear para remover mais facilmente a partir do vidro.
Aplicação de fosfato – dose uma concentração de 0,5 – 2.0 ppm de fosfato na água.
Comedores de algas – caramujos Neritina podem ajudar na remoção nas folhas e vidros.
Água verde / Green Water (Euglaena)

Provocado por protistas unicelulares (euglenóides), nadadores livres do gênero Euglaena. Contém clorofila A e B, além de carotenóides, dando-lhe a sua coloração verde, mas não são plantas. Com mais de 40 gêneros de Euglanóides e mil espécies, esta alga é uma das formas de vida mais abundante e comum do planeta, sendo essencial para a cadeia alimentar. Infelizmente, ou felizmente, nenhum aquarista o quer em seu aquário, devido a estética.
Causa:
Aquário novo – normalmente logo após um aquário ser montado, pode ocorrer a instalação e estabelecimento dos microorganismos (nado livre que se alimentam de plâncton).
Desequilíbrio de nutrientes – mantenha os níveis de nutrientes: N (10-20ppm), para (0,5-2ppm), K (10-20ppm), Ca (10-30ppm), Mg (2-5ppm), Fe (0,1 ppm) .
Medicamentos – se o uso de algum medicamento afetar o biofiltro do aquário.
Tratamento:
Há uma série de tratamentos para a água verde:
Apagão – deixe as luzes do aquário totalmente apagado e evite qualquer luz ambiente por 5 dias. Suas plantas possuem reservas, podendo sobreviver por este período, as algas não.
Nota do tradutor: algumas plantas podem não tolerar apagão por 5 dias. 
Micro filtro – filtros de partículas finas podem limpar a água.
Nota do tradutor – pode-se desenvolver um micro-filtro utilizando um cartucho/refil de máquina de lavar roupa acoplado a uma bomba submersa.
Esterilizador UV – uma das formas mais eficaz de combate será utilizando a luz ultravioleta. Alguns relatos dizem que a luz UV também afeta os nutrientes na coluna de água.
Nota do tradutor: o uso do UV não deverá ser contínuo, devendo estar ligado somente se houver real necessidade ou preventivamente.
Floculantes – agrupa pequenas partículas, permitindo que a filtragem mecânica os remova da água.
Daphnia – Colocado em uma rede ou criatório pequeno, irá consumir as algas.
Pequenas trocas parciais – fazer mudanças de água (5-10%) todos os dias até a água clarear.
Nota do tradutor: este método pode ser um tanto exaustivo, podendo o aquarista retirar 20-30% de água do aquário durante 3 ou 4 dias seguidos. Apenas evite trocas de água maior. Certifique-se de identificar e eliminar a fonte do problema, ou ele poderá persistir ou retornar.
Cabelo / Filamentosa / Hair / Thread Algae

Consiste em filamentos verdes e longos, podendo atingir 30cm de comprimento. Muitas vezes mistura-se entre musgos e é por vezes cultivada propositadamente como um suplemento alimentar extra para os habitantes do aquário.
Causa:
Níveis excessivos de ferro – concentrações > 0.15 ppm
Tratamento:
Remoção manual – utilize uma escova de dentes para remover tanto quanto possível.
Manter uma rotina regular de manutenção com trocas parciais de água semanal/quinzenal
Reequilibrar Nutrientes – manter os níveis de nutrientes: N (10-20 ppm), para (0.5-2 ppm), K (10-20 ppm), Ca (10-30 ppm), Mg (2-5 ppm), Fe (.1ppm).
Algas Chifres / Staghorn (Compsopogon sp.)

Chamada de chifre devido sua ramificação lembrar chifres de um veado. Geralmente aderem a folhas e equipamentos. Os fios podem ser branco, cinza ou verde.
Causas:
Desequilíbrio de nutrientes – mantenha os níveis de nutrientes: N (10-20ppm), para (0,5-2ppm), K (10-20ppm), Ca (10-30ppm), Mg (2-5ppm), Fe (0,1 ppm) .
Baixas emissões de CO2 – mantenha 20-30ppm de concentração de CO2, conforme permitido pela fauna.
Tratamento:
Remoção manual – Use uma escova de dentes para remover o máximo possível.
Trocas parciais – mantenha um cronograma de mudança da água semanal/quinzenal.
Aumento de CO2 – Isso vai estimular o crescimento da planta, que deverá ajudar as plantas competirem por recursos nutricionais com as algas.
Tratamento com hipoclorito de sódio – Mergulhe as plantas ou objetos infectados em uma solução de água sanitária com água potável, utilizando a proporção 1:20 de lixívia misturado a água. Antes de colocá-los de volta no aquário, certifique-se que estão livre do cheiro de lixívia.
Mantenha uma dosagem de macro-nutrientes (NPK) adequado.
Nota: A maioria dos peixes e invertebrados não comem esta alga.
Artigo original: http://www.guitarfish.org/algae
Referências:
Aquatic Plant Central Thread
Aquatic Plant Central – Algae Finder
AquaticScape
Fighting Algae with Hydrogen Peroxide
The Skeptical Aquarist
Autor: Edson Rechi – Janeiro/2005
Introdução:
Em todo e qualquer tipo de aquário sempre haverá algas, seja um tanque plantado, marinho, comunitário ou mesmo de ciclídeos africanos. Basicamente existem as algas “boas”, que nada mais é um indicativo da boa qualidade da água e que são controladas por peixes consumidores de algas ou mesmo através da remoção manual, durante a rotina de manutenção.
Há ainda algas consideradas “más”, que indicam má qualidade da água por algum motivo ou determinado tipo de alga que infestou o tanque arruinando sua estética. Mas, nem todas as algas no aquário são más, uma pequena quantidade é inevitável, onde há água, luz e nutrientes. O controle ou a prevenção primeiramente é o ponto chave para controlá-las.
Este artigo não visa definir os tipos de algas e os motivos de seu surgimento, e sim uma pequena introdução sobre os famosos peixes comedores de algas, que bem ou mal, ajudam no controle destas pragas.
Aplica-se muito a estes peixes, como verdadeiros milagres que fazem na manutenção de tanques afetados por algas, eliminando-as. Esta aplicação em parte, é incorreta. Não fazem milagres! Apenas ajudam no controle, algumas vezes eficazmente, outras nem tanto.
Nem tanto devido a diversos fatores englobados, como alimentação em pastilhas próprias para estes peixes, onde se consumida regularmente, fará com que o peixe perca a sina por algas e acabe apenas se alimentando somente de rações, deixando para segundo plano, sua real função que foi destinado. Estas rações deverão ser fornecidas periodicamente, mas se quer mesmo que o algueiro faça seu serviço, não forneça sempre.
Muita observação no decorrer do tempo fará com que dose adequadamente e regularmente o fornecimento, para evitar que o peixe não emagreça ou venha a falecer por falta de alimentos ou mesmo deixe de fazer seu serviço. Na natureza, se encontra em abundância algas e todos tipos de alimentos, a intenção aqui é ao menos tentar se igualar nesta diversidade, já que em tanques muito bem cuidados, algas não são e nunca serão bem vindas, mas o criador insiste em manter peixes algueiros, neste caso, fornecimento de verduras e legumes serão bem vindos como fonte alimentar, lembrando que verduras e legumes tendem a “putrificar” no tanque, comprometendo a qualidade da água, portanto, retire em no máximo 24h.
Uma dica é fornecê-las ao apagar as luzes (já que parte de peixes algueiros tem hábitos noturnos) e retirar na manhã seguinte.
Um fator muito comum de ocorrer é na instalação de um novo aquário, o tanque ficar infestado de algas, antes mesmo das plantas terem chance de se desenvolverem e igualar o consumo dos nutrientes. Comum devido a alterações químicas que ocorrem na água e o sistema biológico não estar eficazmente estabelecido, portanto, não pense em inserir peixes algueiros para tal controle, em vista que muitas das espécies não suportam muitas alterações nos parâmetros fisioquímicos da água. Neste ponto é altamente recomendada a introdução plantas de crescimento rápido, para consumir os nutrientes e competir com as temidas algas.
Partindo de um principio, onde temos um tanque equilibrado e que comumente surgem algas, podemos ter uma boa concepção do uso destes peixes, como forma de ajudar no combate as algas, através do eficaz controle atribuído a eles.
Espécies, efinições e exigências:
Cascudo / Plecos

Foto: ?
Nome Popular: Cascudo / Plecos *
Nome Científico: Ancistrus sp. / Hypostomus sp.
Família: Loricariidae
Origem: América do Sul
Sociabilidade: Sozinho
Comportamento: Pacífico
pH: 6.4 a 7.0
Temperatura: 27ºC
Tamanho Adulto: Variável de acordo com a espécie *
Tamanho Mínimo do Aquário: Variável de acordo com a espécie *
Definição: Em geral comem algas marrons e verdes; interessante incluir em sua dieta alimentos frescos como Pepino/Batata/Ervilha; dependendo da espécie, poderá crescer muito e desenraizar plantas.
* “Plecos” nada mais é que, peixes que possuem sua boca em forma de ventosa, existindo centenas de espécies. Em geral é sempre ideal possuir um tronco no tanque, para satisfazer sua necessidade por celulose.
Comedor de algas chinês (CAE)

Foto: Azgerdens.com (CAE var. gold)
Nome Popular: Comedor de Algas Chinês – CAE
Nome Científico: Gyrinocheilus aymonieri
Família: Gyrinocheilidae
Origem: Sudeste Asiático
Sociabilidade: Sozinho
Comportamento: Pacífico/Territorial
pH: 6.6 a 7.4
Temperatura: 27ºC
Tamanho Adulto: 25cm
Tamanho Mínimo do Aquário: 200L
Definição: Ótimo comedor de algas em geral, podendo ser menos inclinado a comer algas depois de velho; pode-se tornar agressivo quando atinge a maturidade sexual e costuma não tolerar a presença de outro CAE no mesmo espaço; peixe muito ativo; poderá vir atacar muco de outros peixes se a alimentação for precária.
Comedor de algas siamês (SAE)

Foto: akwafoto.pl (SAE)
Nome Popular: Comedor de Algas Siamês – SAE
Nome Científico: Crossocheilus siamensis
Família: Cyprinidae
Origem: Sudeste Asiático
Sociabilidade: Sozinho ou grupo
Comportamento: Pacífico/Territorial
pH: 6.6 a 7.4
Temperatura: 27ºC
Tamanho Adulto: 15cm
Tamanho Mínimo do Aquário: 150L
Definição: Considerado um dos melhores comedores de algas, entre elas filamentosas, marrons e verdes; confundido freqüentemente com outros comedores de algas** (** ver abaixo a distinção correta).
** Características que diferem o SAE dos demais Algae Eaters:
O SAE (Crossocheilus siamensis) é quase branco em sua tonalidade e é dividido por uma linha negra desde sua boca até o final da cauda, sendo o mais similar peixe a ele o Crossocheilus obonglus, onde este último a linha negra não ultrapassa a nadadeira caudal. Outro similar é o Flying Fox (Epalzeorhynchos kalopterus), que possui a mesma linha negra onde esta é acompanhada por outra amarela. Já os Comedores de algas Chineses é fácil a distinção, já que este possui sua boca em forma de ventosa.
Labeo bicolor

Foto: ?
Nome Popular: Labeo Bicolor
Nome Científico: Epalzeorhynchus bicolor
Família: Cyprinidae
Origem: Tailândia
Sociabilidade: Sozinho
Comportamento: Territorial
pH: 6,4 a 7,2
Temperatura: 27º
Tamanho Adulto: 15cm
Tamanho Mínimo do Aquário: 200L
Definição: Peixe de personalidade forte; costumam ser territorialistas com outros peixes e não tolerar outro exemplar no mesmo tanque; é um regular comedor de algas que geralmente ficam espalhadas pelas plantas/troncos e vidros; outras variedades de Labeos, como os populares Frenatus, Negro, Albino desempenham igualmente mesma função.
Flying Fox

Foto: ?
Nome Popular: Comedor Algas Flying Fox / Raposa Voadora
Nome Científico: Epalzeorhynchus kallopterus
Família: Cyprinidae
Origem: Sudeste Asiático
Sociabilidade: Grupo
Comportamento: Pacífico
pH: 6.6 a 7.2
Temperatura: 27º
Tamanho Adulto: 13cm
Tamanho Mínimo do Aquário: 150L
Definição: Bom comedor de algas em geral, é um peixe muito ativo; ao contrário dos CAE e SAE, costumam ser mais tolerantes com a presença de outros exemplares da mesma espécie.
Limpa-vidro / Otto

Foto: Tuuli Koskinen

Nome Popular: Limpa-vidro / Otto
Nome Científico: Otocinclus sp.
Família: Loricariidae
Origem: Sudeste do Brasil
Sociabilidade: Grupo
Comportamento: Pacífico
pH: 6.4 a 6.8
Temperatura: 28º
Tamanho Adulto: 4cm
Tamanho Mínimo do Aquário: 40L
Definição: Regular comedor de algas, principalmente marrons e verdes; são peixes ideais, para diversos tipos de tanques, devido a grande maioria das variedades terem tamanho reduzido; sua climatização inicial poderá ser difícil, opte por um pequeno cardume e insira-os de uma só vez usando base de 1 exemplar para cada 20L. Citações indicam que alguns são ávidos comedores de muco, mas infelizmente, não existe uma forma de distinguir Ottos atacantes dos normais, requer muita observação. Muitos atribuem que são peixes frágeis erroneamente, isto se deve a abusos na captura, entre outros fatores, uma dica é esperar os últimos exemplares nas baterias das lojas, estes serão mais resistentes.
Molinésia

Foto: ? – Black Molly
Nome Popular: Molinésia / Molly
Nome Científico: Poecilia latipinna
Família: Poeciliidae
Origem: América do Norte e México
Sociabilidade: Grupo
Comportamento: Pacífico
pH: 7,2 a 7,8
Temperatura: 27º
Tamanho Adulto: 10cm
Tamanho Mínimo do Aquário: 100L
Definição: São bons comedores de algas assim como Guppyes devido sua dieta ser herbívora, apesar de nem sempre mencionarem; comumente ficam “beliscando” as plantas comendo algas, mas sem danificá-las; peixe muito usado inicialmente a ciclagem do aquário (incorretamente) no combate a algas e são ávidas consumidoras, desde que não as alimente-as inicialmente, mas muito cuidado para não deixa-las morrer de fome, observação é o ponto chave.
Peixe galho

Foto: ?
Nome Popular: Peixe galho
Nome Científico: Farlowella sp.
Família: Loricariidae
Origem: Bacia Amazônica
Sociabilidade: Sozinho
Comportamento: Pacífico
pH: 6.6 a 6.8
Temperatura: 27º
Tamanho Adulto: 15cm
Tamanho Mínimo do Aquário: 200L
Definição: Ótimo comedor de algas, principalmente verdes; sua dieta deverá ser complementada com pepinos, abobrinhas e ervilha; sensíveis a qualidade da água; especificamente a Farlowella gracilis ficará muito grande para aquários plantados, danificando as plantas, demais espécies não crescem tanto.
Comedor de Algas Imperial

Foto: Ingo Seidel

Nome Popular: Comedor de Algas Imperial
Nome Científico: Crossocheilus latius
Família: Cyprinidae
Origem: Sudeste Asiático
Sociabilidade: Sozinho ou Grupo
Comportamento: Pacífico
pH: 7.6 a 8.3
Temperatura: 27º
Tamanho Adulto: 10cm
Tamanho Mínimo do Aquário: 100L
Definição: Considerado um dos melhores comedores de algas existente; ideal para tanques de Ciclídeos Africanos; peixe difícil de ser mantido e muito exigente, não indicado para principiantes.
Borboleta mexicana

Foto: Kjell Nilsson
Nome Popular: Borboleta Mexicana / Butterfly splitfin
Nome Científico: Ameca Splendens
Família: Goodeidae
Origem: México
Sociabilidade: Grupo
Comportamento: Pacífico
pH: 6.5 a 7.5
Temperatura: 25º
Tamanho Adulto: 8cm
Tamanho Mínimo do Aquário: 100L
Definição: Regular comedor de algas em geral; peixe muito robusto; se adapta facilmente a diversas variações de água.
Jordanela Florida

Foto: plantedtank.net
Nome Popular: Jordanela Florida
Nome Científico: Jordanella floridae
Família: Cyprinodontidae
Origem: América Central
Sociabilidade: Casal ou Trio
Comportamento: Pacífico
pH: 7.2 a 7.6
Temperatura: 23º
Tamanho Adulto: 5cm
Tamanho Mínimo do Aquário: 60L
Definição: Apesar de poucos definirem como peixes algueiros, dão uma bela ajuda no combate de algas em geral; costumam beliscar algumas plantas; apesar de se adaptarem facilmente em pH ácido, não irão mostrar todas suas cores neste pH.
Ampulária / Pomácea / Aruá

Foto: aquapage.cz
Nome Popular: Ampulária / Pomácea / Aruá
Nome Científico: Pomacea bridgesi
Família: Ampullariidae
Origem: América do Sul
Sociabilidade: Sozinho ou Grupo
Comportamento: Pacífico
pH: 6.8 a 7.2
Temperatura: 26º
Tamanho Adulto: 15cm
Tamanho Mínimo do Aquário: 100L
Definição: Existem inúmeros gêneros, entre o mais comum no Brasil, a Pomacea; a Pomacea bridgesi é um dos poucos que podem ser mantidos em tanques plantados sem causar grandes danos; bons algueiros, comem além das algas, folhas mortas, restos de alimentos e peixes mortos; entre outras Pomaceas conhecidas, estão as Pomacea canaliculata e Pomacea paludosa, estas duas havidas devoradas de plantas.
Neritina Zebra

Foto: ?

Nome Popular: Neritina Zebra
Nome Científico: Neritina natalensis
Família: Neritinidae
Origem: África do Sul
Sociabilidade: Sozinho ou Grupo
Comportamento: Pacífico
pH: 7.2 a 7.6
Temperatura: 25º
Tamanho Adulto: 2cm
Tamanho Mínimo do Aquário: 40L
Definição: Regulares comedores de algas, entre outras fontes de alimentação; vantagem de serem minúsculos e regulares algueiros, apesar de aceitarem submersão em tanques de pH ácido, com o tempo tende a ocorrer danificações em sua concha a médio/longo prazo se mantido nesta faixa de pH.
Camarões em geral:

Foto: Chris Luchaup – Camarão Takashi Amano
Alguns camarões são bons algueiros, como o Caridina japonica (Camarão Takashi Amano), Camarões Abelhas, Neocaridina “Red Crystal” e Macrobachium lar. . Estes garotos trabalham decentemente entre rochas e plantas alimentando-se eficazmente de restos de rações e mesmo algas como as filamentosas (cabelo) e verdes. Deve-se ter muito controle sobre a qualidade da água, pois geralmente são sensíveis e evitar colocar com peixes maiores, já que poderá virar sobremesa. São pequenos grandes comedores de algas e temperaturas elevadas e excesso de Fe na água poderá levá-los a morte. Preferem pH levemente ácido (exemplares citados acima), temperatura amena (+ ou – 25º).
Conclusões finais:
Todo aquário poderá surgir algas, sejam elas no vidro, enfeites, plantas, substrato, etc. Os peixes e invertebrados citados neste artigo, podem ser adicionados ao tanque, para um bom controle, mas sempre lembrando que somente limpam partes de algas espalhadas pelo tanque e o melhor a se fazer é controlá-las através da prevenção, aliado a ajuda destes. Estude muito bem o comportamento e exigência da futura espécie que pretende adquirir, para evitar desilusões, e claro, identifique a alga que afeta em seu tanque e tome atitudes no sentido de controlá-las de certa forma (leia bons artigos sobre algas). Portanto, não vá comprar determinado algueiro, pensando que ele será a solução definitiva para seus problemas perante as algas.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Parte III - Os parâmetros básicos da água - PH,GH,KH


A água na Natureza raramente é pura,no sentido de água destilada. Tem sais dissolvidos,substâncias tampão,nutrientes,etc,e cada local tem diferentes concentrações destes elementos,o que provoca que cada um dos diferentes rios,ribeiras,lagos e lagoas do mundo tenham um PH,um KH e um GH diferente.

Cada espécie de peixe evoluiu no seu respectivo habitat, habituado a certas condições,e podem não sobreviver se lhes alterarmos muito essas mesmas condições para que a espécie está preparada.Aqui vou tentar explicar como podes alterar as caracteristicas da água da tua torneira de modo a conseguires dar à espécie(ou espécies) de peixe as condições que ela mais gosta,de modo a se sentir bem.

Para isso,antes de escolheres que peixe queres comprar,tens de saber as caracteristicas dessa espécie,que PH e GH preferem,se crescem demasiado para a litragem do aquário e a agressividade,de modo a saberes se podes pôr companheiros pacíficos ou não.Na net há toda a informação que precisas é só pesquisar.

A Água tem 4 propriedades que caracterizam a sua química: o PH, KH (capacidade tampão), GH (dureza geral) e a salinidade. Depois a água também pode ter nutrientes e alguns elementos residuais,mas por agora vamos aàs propriedades mais importantes:
PH:
O GH refere-se à concentração de iões de Calcio (Ca) e Magnésio (Mg) dissolvida na água.Um alto GH torna a água dura,um baixo GH torna a água macia.

O PH,KH e GH embora sejam coisas distintas,todas interagem entre si,e qualquer uma influencia a outra.Um alto PH é influenciado por um alto GH,o que por sua vez faz com que o KH seja alto também. Por ex. se colocarmos pedras calcárias no aquário,estas têm Carbonato de Cálcio que dissolvido na água aumenta o GH(do Calcio) e o KH (dos Carbonatos). Ora aumentando o KH este absorve os ácidos da água,aumentando assim o PH.

O GH ou Dureza Geral da água também é medido em dH:
0 - 4 dH - água muito macia
4 - 8 dH - macia
8 - 12 dH - dureza média
12 - 18 dH - alguma dureza
18 - 30 dH - dura
Como alterar PH, KH e GH
Antes de alterares o que quer que seja,mede os parâmetros à água da tua torneira.Estes parâmetros variam de cidade para cidade.Se não precisares de alterar nada, melhor,se o PH da tua água da torneira for bom para a espécie que queres manter,deixa estar assim.

Baixar o PH:
Uma das maneiras de baixares o PH do teu aquário é injectares Dioxido de Carbono (CO2).Como sabes o CO2 é essencial para as plantas viverem,o que akuda imenso na sua manutenção como explicarei mais à frente. O CO2 baixa o PH sem interferir com o KH.Porém o CO2 necessita de uma fonte continua,pois se o CO2 para o PH volta à marca anterior.

Outra maneira é introduzires no aquário troncos.Os taninos libertados pelos troncos baixam o PH ao longo do tempo.

A introdução de Turfa no filtro também diminui o GH da água e também o PH.

Para aumentar o PH:
Coloca algumas pedras calcárias no aquário,ou então substrato de areia de coral,conchas ou pedaços de marmore.Isto aumenta o PH,KH e GH.

Aumentar o KH e GH ao mesmo tempo,endurecendo a água:
Para aumentar o KH e GH adiciona 1/2(meia) colher de chá de Carbonato de Cálcio (CaCO3) por cada 50L de água. Isto aumenta o KH e o GH em cerca de 3 ou 4 dH.

Aumentar o KH sem subir o GH:
Adiciona uma colher de chá de Bicabornato de Sódio(NaHCO3) por cada 50L de água.Isto aumenta o KH em cerca de 4 dH.
O KH refere-se à capacidade do PH se manter estável. Muitas coisas podem alterar o PH da água,ácidos ou bases,o Dioxido Carbono (CO2) por ex. acidifica a água,ou seja baixa o PH.Por outro lado a presença de pedras calcárias na água endurece a mesma,ou seja o PH sobe.

A capacidade tampão ou KH é como uma esponja.Se o KH está alto ele absorve os ácidos e por conseguinte o PH mantém-se o mesmo,estável. Contudo esta capacidade é limitada,assim que se esgota a capacidade tampão o PH pode descer vertiginosamente.

A capacidade tampão é muito importante pois o ciclo do azoto produz ácido nitrico ou Nitrato,sem um bom KH o PH desceria ao longo do tempo,o que é mau.Com um bom KH o PH mantém-se estável. Por outro lado se a água tiver um PH muito alto,tem quase sempre um alto KH,o que significa que será muito dificil baixar o PH para os valores que pretendemos,pois o KH absorve os ácidos que descem o PH.Ou seja quanto mais KH mais resistente fica o PH a uma alteração.

O KH mede-se em dH.Um KH com 5dH é suficientemente estável,se descer abaixo disso o PH pode começar a descer ao longo do tempo. Repara que a água destilada tem um KH de zero,por isso não gosto muito de a usar,pois significa que qualquer adição de ácido o PH desce vertiginosamente.

GH (Dureza Geral)


Certas espécies vivem em águas cujo PH e GH é muito baixo,como os Discus,Tetra Cardinal ou Tetra Néon, na bacia do Amazonas.Estes peixes vivem num PH 5.5 +-,pelo que devemos amaciar a água,baixando o PH.
Por outro lado os Ciclideos dos lagos Africanos,como o lago Tanganyka ou o lago Malawi vivem em PH e GH altos,mais ou menos em PH +9.Podes ver a diferença.Mais à frente indicarei várias espécies e suas respectivas preferências.
O PH determina de a água é acida,neutra ou alcalina.Para determinar o PH existe uma escala logorítmica. A água neutra tem um PH 7.0, começa a ser ácida se tiver menos de 7.0,e passa a alcalina se tiver mais de 7.0.

O PH é muito importante,para teres noção um PH 5.5 é 10 vezes mais ácido que um de 6.5.Um peixe habituado a um PH 6.5 no seu ambiente natural deve viver o mais próximo possivel dessa marca.
Embora os peixes nas lojas de Aquariofilia por vezes vivam em PH diferente daquele que têm no seu habitat,quando o compramos temos o dever de lhe proporcionar um PH mais correcto.Contudo a maior parte dos peixes que vemos nas lojas vivem bem num intervalo de PH entre 6.5 e 7.5.Mas se lhes proporcionarmos o PH exacto da espécie que manténs...melhor!A climatização do peixe é muito importante,deves fazê-lo o mais lentamente possivel,e ir trocando a água da loja com a água do aquário onde o peixe irá viver.Alterações bruscas de PH podem levar à morte do peixe.

Muito importante é também o PH se manter estável ao longo do tempo.É preferivel um PH estável e ligeiramente diferente do PH de origem do peixe,que um PH exacto e que oscila.A caracteristica que mantém o PH estável ou não é o KH (capacidade tampão)

KH (Capacidade
Tampão ou Dureza dos Carbonatos)

 Temperatura de cor na escala Kelvin

Essa denominação foi criada por um físico escocês no século 19, por Lord Kelvin com a finalidade de medir os desvios de proporção na composição da luz branca, ou seja, quando predominava o vermelho, o amarelo, o azul. Por este processo, imaginava-se um hipotético objeto totalmente negro chamado por ele de 'corpo negro’, porque absorveria 100% de qualquer luz que incidisse sobre ele que, ao ser aquecido, passaria a emitir luz. E, além disso, a luz emitida iria mudando gradualmente de cor. A analogia foi feita com um pedaço de metal (teórico corpo negro) que ao ser aquecido mudava de cor começando com o vermelho e passando pelo amarelo, pelo branco e pelo branco azulado.
ESCALA DE TEPERATURA DE COR


A partir disso criou uma escala de temperaturas, à qual deu seu nome e estabeleceu que à temperatura de 1.200 K (graus Kelvin) o corpo negro tornaria vermelho. E que quanto mais aquecido, mais sua tonalidade se alterava, correspondendo a temperaturas intermediárias. Assim, a escala Kelvin de temperatura de cor associa cor e temperatura. A escala Kelvin, além de utilizada na representação de cores, é uma das escalas utilizadas para medir quaisquer temperaturas. Nesta escala, o valor zero é associado à temperatura correspondente ao chamado "zero absoluto". Esta temperatura corresponde a -273,3 graus na escala Celsius de temperatura; a temperatura de 0 grau na escala Celsius corresponde a 273,3 graus na escala Kelvin de temperatura. À temperatura de mais ou menos 700 graus Celsius (ou 973,3 K) o corpo negro hipotético começaria a emitir luz, com a tonalidade vermelho escuro. Em seguida, quanto mais aquecido, mais as tonalidades iriam variando, até atingir o azul. Esta associação de cor e temperatura foi validada mais tarde em experiências efetuadas pelos cientistas. É a temperatura de cor que determina a aparência, a cor da luz.
TEMPERURA EM KELVIN EM ALGUMAS SITUAÇÕES DIARIA

ESCALA COM VALORES EM KELVIN


Para medirmos a temperatura da luz utilizamos a unidade de medida Kelvin (K). Uma fonte de luz com cerca de 2000K é amarelada como uma vela, enquanto que uma com 6500K será branco puro e com 10.000K será já um branco azulado. Temos de ter em atenção que quanto mais elevado é a temperatura de cor, menos vai ser o seu fluxo luminoso. A cor da luz é determinada pela sua temperatura de cor. A unidade de medida é o Kelvin (K). Uma fonte de luz com 6.500K será branco puro, 10.000K branco azulado e 20.000K serão azuis. Não confundir o número de Kelvins de uma lâmpada com a sua potência ou fluxo luminoso. Temperaturas de cor mais altas não têm mais luz que temperaturas de cor mais baixas. É o contrário que acontece à medida que sobe a temperatura de cor de uma lâmpada diminui o seu fluxo luminoso. A fonte de emissão da luz classificada de acordo com o seu espectro de emissão (distribuição espectral), sendo esse determinado pela distribuição de sua energia segundo diferentes comprimentos de ondas medida em nanômetros(nm).Com isso cada cor tem um valor em nanômetro. Um nanômetro equivale a um milionésimo de milímetro.
TABELA COM VOLORES DAS CORES EM NANÔMETRO

Para aquários plantados devemos escolher lâmpadas que tenham a temperatura de cor o mais próximo possível da luz solar cerca de 5800k. A esta temperatura de cor corresponderá comprimentos de onda adequados à fotossíntese, com índices de restituição cromáticas (IRC) bastante aceitáveis. O que eu normalmente utilizo são lâmpadas 6500K nas zonas que quero que as plantas cresçam mais em altura e 8000K nas zonas de tapete, para as plantas se manterem mais rasteiras. Sempre que possível a combinação das duas temperaturas é só de si uma boa ajuda para a obtenção de bons resultados.
Kelvin é usado na indústria de iluminação para definir a temperatura de cor de uma lâmpada. As lâmpadas de cor mais alta temperatura acima de 5.500 K é fria verde-azul, e as lâmpadas de cor mais baixa temperatura abaixo de 3000 K são quentes amarelo-vermelho. Quando falamos em luz quente ou fria, não estamos nos referindo ao calor físico da lâmpada, e sim a tonalidade de cor que ela apresenta ao ambiente. Hoje estão disponíveis no mercado lâmpadas fluorescentes com uma nova tecnologia, que permite apresentar várias temperaturas de cor. Antes elas só existiam em tom frios e, como estas lâmpadas emitem menos calor, são erroneamente chamadas de lâmpadas frias.
Temperaturas de cor são normalmente expressos em unidades chamadas kelvin (K). Observe que o Kelvin termo é usado frequentemente, mas não é tecnicamente correto, o correto é temperatura de cor na escala Kelvin.
Nunca escolha suas lâmpadas pela tempera de cor na escala Kelvin, sim observar outros fatores da lâmpada a ser utilizada como IRC, PAR, LÚMEN e LUX, pois todos são fatores importantes na escolha de uma lâmpada para seu aquário.