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quarta-feira, 28 de setembro de 2011

LÂMPADAS T5

LÂMPADAS T5

 

 
Já é possível manter saudável plantas e corais em um aquário só com lâmpadas fluorescentes, sendo lâmpadas T5 que já estão sendo muito usadas no aquarismo onde a necessidade de muita luz e espaço reduzido principalmente em aquários que precisam de boa iluminação e estão sendo utilizadas ate em aquários plantados com 60 cm de altura na coluna d´água, por gerar boa distribuição de luz, produzindo o dobro do fluxo luminoso emitido por uma lâmpada em um sistema T8 ou T12 e menos aquecimento que uma lâmpada HQI e um baixo consumo energia elétrica elas são as mais indicada para o uso neste tipo de aquários, por representar a maior tecnologia em eficiência disponível no mercado quando se trata de lâmpadas em lâmpadas fluorescentes de descarga de baixa pressão, as T5 é uma evolução das fluorescentes tubulares comuns e a primeira vista as T5 parece uma lâmpada fluorescente de menor potência, mas produzem quase o dobro do brilho de uma lâmpada fluorescente comum. Com um diâmetro de tubo de apenas 16 mm, as lâmpadas fluorescentes T5 permitem que as luminárias que economizam espaço se tornem ainda mais compactas do que as luminárias com as lâmpadas padrão. Comparados com outros sistemas de iluminação, os sistemas de luminária T5 fornecem volumes imbatíveis de luz, com uma produção de maior de lumens por watts gerando uma melhor luminosidade que economizam enormes quantidades de energia elétrica e dinheiro.
O significado do “T” de T5 vem de tubular (tubular lamps), e o “5” é a espessura da lâmpada, que é de 5/8 polegadas (cinco oitavos de polegada) ou 15,9 mm de diâmetro. As lâmpadas T5 são ligeiramente mais finas e mais curtas que as lâmpadas T8 e T12, portanto, não podem ser usadas como substitutos para as lâmpadas de maior dimensão, mas algumas luminárias mais modernas, no entanto, pode ser feito para aceitar ou T5 ou T8 e T12, onde devem ser alterados os soquetes e reatores.
Como se trata de uma lâmpada mais fina que as fluorescentes comuns acabam sendo necessário e fundamental o uso de luminárias refletores e específicos para se obter um ótimo e maior desempenho com um maior aproveitamento de seu fluxo luminoso, há fabricantes de luminárias criam luminárias compactas e de alta eficiência com design inovador.
LÂMPADAS T5 ACESAS EM UMA LUMINARIA

As lâmpadas T5 utilizam à tecnologia trifósforo, onde cada pó de fósforo que realiza a composição da lâmpada é responsável por cada cor primária de fonte de luz sendo um pó vermelho, um verde e um azul sendo possível obter temperaturas de cor mais elevadas, de melhor contraste, com uma vida útil mais longa para as lâmpadas, diferente das antigas lâmpadas fluorescentes que em sua composição tinha apenas um único pó de fósforo responsável por todas as cores que a lâmpada produz. Mas esta tecnologia não foi desenvolvida para ser utilizada exclusivamente nas lâmpadas T5, pois se trata de uma tecnologia existe desde a década de 70.
Com a tecnologia trifósforo, é possível obter 10% a mais luz gerada pelo aumento do IRC (índice de reprodução de cores), onde reprodução de cores fica na faixa de 80 a 100, quanto mais próximo de 100 maiores será a semelhança com a luz do sol emitida no horário do meio dia, gerando uma gama de cores mais real e equilibrada isso comparadas às lâmpadas que não usam essa tecnologia.
Outra importante vantagem da lâmpada de T5 é
Devido ao seu baixo teor de mercúrio, que foi reduzido drasticamente a quantidade necessária de cerca de 15 mg para 3 mg por lâmpada desta forma a perda do fluxo luminoso é bem menor nas lâmpadas T5 trifósforos isto devido elas conseguir manter seu fluxo luminoso em torno de 95% após 8000 horas de uso, sendo que seu tempo de vida útil gira em torno de 18.000 a 20.000 horas, em algumas T5 de potências abaixo dos 14W tem somente 3000 a 5000 horas, são as utilizadas em luminárias de emergência e não são trifósforo e sua perda luminosa fica entre 10 e 20% contra os 30% ou mais que outros tipos de lâmpadas, mas sua vida útil pode variar de acordo com cada modelo e fabricante.
Existem hoje no mercado muitos modelos de luz-do-dia da Osram, Philips, Avant, com 3000K e 4000K são as mais vendidas nas lojas de materiais elétricos, as com 5000K, 6500K e 8000K são mais difíceis de achar, e os modelos específicos para aquários de marcas como Arcadia, Gieseman, Hagen, Aquascience, sendo ainda muito caras, às vezes até mais caros que uma HQI, mas a vantagem em cima da HQI fica por conta da facilidade de instalação numa luminária, menor aquecimento e da maior distribuição de luz.
AQUARIO PLANTADO ILUMINADO COM T5

A particularidade mais importante do funcionamento da lâmpada T5 é com relação à temperatura que essas lâmpadas trabalham. Uma modificação interessante, pois a máxima iluminação que ocorre nas T5 se dá em média a 35º. Isso foi conseguido graças a uma mudança de local do ponto mais frio encontrado no interior da lâmpada. Com essa inovação, de melhor desempenho em temperaturas elevadas, as lâmpadas T5 conseguem um melhor aproveitamento do fluxo luminoso, mesmo em luminárias fechadas e com pouca ventilação, muito usadas em fábricas e indústrias, por exemplo. Com o uso dessa tecnologia do ponto mais frio da lâmpada em local diferente, foi possível ultrapassar a barreira de 100 lumens por watt em uma lâmpada tubular fluorescente, ou seja, essa é a maior vantagem da lâmpada T5 é a eficiência luminosa com pouco gasto energético.
As T5 são muito mais quentes do que uma lâmpada fluorescente comum, se você colocar a mão em uma T5 ligada, não vai se queimar, mas será uma situação desconfortável. Esse calor gerado pelas lâmpadas T5 está intimamente ligado à quantidade de lumens gerados pelas lâmpadas. Como já vimos uma T5 possui dimensões muito menores do que uma lâmpada comum e produz mais lumens, por conta do maior número de lumens, gerando mais calor por estar concentrada em uma área muito menor.
COMPARAÇÃO DE ESPESSURAS, E LUMENS POR WATTS PRODUZIDOS POR CADA TIPO DE LÂMPADA

ESPESURA DAS LAMPADAS NO TAMANHO REL

Dependendo das preferências individuais e aplicação desejada, os usuários podem escolher entre as versões de lâmpada T5 FC que possui formato circular, esta no caso e de menos serventia para nós aquaristas já a versão T5HO (High Output) de alto fluxo luminoso é particularmente mais brilhantes, com potências de 24W, 28W, 35W, 39W, 45W, 54W e 80 W, ou as do tipo T5HE (High Efficiency) de alta eficiência é particularmente mais econômica, possuem diferentes tamanhos e são as mais comuns com potências de 14W, 21W, 28W e 35 W. A diferença apresentada entre uma lâmpada T5HO e uma lâmpada T5HE não esta no tamanho da lâmpada, e sim na quantidade de watts produzido por uma lâmpada de mesmo tamanho, pois uma lâmpada T5HO de 549 mm produz 24W e uma T5HE de 549 mm produz 14W.
Nas lâmpadas T5HE o calor gerado será menor que uma T5HO, esse calor será apenas um pouco maior do que uma lâmpada fluorescente comum de potência equivalente, T5 pode ter uma maior quantidade de lumens por watt por causa desta característica térmica. Se atualmente o aquário está muito quente, provavelmente a temperatura vai aumentar depois das T5 instaladas. Será necessário mudar toda a tampa do aquário por um modelo melhor ventilado ou aberto, ou instalar um sistema de ventilação forçada, usando os coolers ou ventiladores, muito usados na refrigeração dos computadores pessoais.
LUMINARIA PARA LÂMPADAS T5 COM SISTEMA DE VENTILAÇÃO

Os reatores eletromagnéticos antigos, não podem ser utilizados nas lâmpadas T5, mas também para outros sistemas de iluminação, por ser considerados ultrapassados, pelo fato de serem menos eficientes e apresentar diversas desvantagens aos atuais reatores eletrônicos, como apresentam baixo fator de potência gera mais consumo energético, possuem maior tamanho e peso, pois as T5 é a primeira lâmpada fluorescente projetada especificamente para operar exclusivamente com reatores eletrônicos devido à maioria possuírem correção de fator de potência, onde podemos controlar a intensidade luminosa de alguns modelos onde ajustamos e variamos a intensidade luminosa manualmente ou eletronicamente podemos preservar a vida útil da lâmpada.
É possível encontrar nas lojas dois tipos de reatores para lâmpadas T5, são os reatores de Alto Fator de Potência (AFP) e os reatores de Baixo Fator de Potência (BFP). A diferença entre estes dois reatores não está ligada ao funcionamento das lâmpadas, ou seja, os dois reatores funcionam como devem e acendem as T5 com todo seu brilho, emitindo a mesma quantidade de lumens. A diferença é a eficiência e os reatores de Alto Fator trabalham com muito mais eficiência, convertendo a energia elétrica que chega com menos perdas do que os reatores de Baixo Fator. Essa diferença na eficiência é refletida no preço, obviamente os reatores de Alto Fator são mais caros do que os reatores de Baixo Fator.
O problema maior atualmente é encontrar os reatores para essas lâmpadas especialmente para as de 21, 24, 39, 54 e 80W, as lojas não se atualizam com rapidez e a maioria adquire somente os modelos mais comuns como de 14W e 28W e de menor desempenho. Coisa que deve ir mudando com o tempo.
REATORES ELETRONICOS PARA T5

Sem dúvida a tecnologia de lâmpadas T5 está sendo muito útil a muitas montagens de iluminação para aquários e muitos estão desfrutando desta tecnologia.
As T5 tem se tornado muito popular entre os aquaristas de água doce plantados mantendo e os detentores de recife por boas razões, que são compactos, vêm em muitas variedades e luz alta por saídas watt.
Com relação aos valores dos preços das lâmpadas e reatores e instalação é uma situação que deve ser provisória, uma vez que a eficiência destas lâmpadas é tão melhor do que as comuns, esse padrão de lâmpadas deve se tornar o mais usado, não só no aquarismo como também em iluminação residencial, comercial ou industrial e com o aumento da oferta e da demanda, a competição muito acirrada que existe no mercado de iluminação, deve fazer o custo cair bastante.
Mesmo hoje, com um projeto bem pensado de iluminação do seu aquário, o atual custo destas lâmpadas é facilmente reposto através da economia de energia e maior durabilidade que as T5 apresentam. A sua conta de energia elétrica vai diminuir e em poucos meses esta economia vai trazer de volta o dinheiro que você gastou na instalação, as T5 vão durar mais meses, e você não vai precisar trocar lâmpadas a cada seis meses, como ocorre com as lâmpadas comuns. Pois na iluminação de aquários plantados de alto desempenho é recomendável trocar as T5 essas trocas podem acontecer a cada 12 ou 14 meses.
Vale à pena pensar e avaliar então se compensa ou não partir para essa tecnologia, pois cada tanque vai requerer uma quantidade e tipo de iluminação adequada, então acaba sendo necessário analisar cada caso para verificar se é possível e viável a utilização de lâmpadas T5, devido ao tamanho do aquário, altura da coluna d´água, custo da montagem e desempenho do sistema em comparação a outras tecnologias, como o sistema de lâmpadas compactas, HQI e Leds, por exemplo isto de acordo com a necessidade, o bolso e o gosto de cada um.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Iluminação em Aquários Plantados: 21 Conceitos

Iluminação em Aquários Plantados: 21 Conceitos

Texto
Para facilitar um pouco a compreensão dos textos sobre iluminação em aquários precisamos conhecer alguns conceitos básicos:
1º) LUZ - É uma radiação eletromagnética que produz percepção visual.
As plantas fazem uso da luz como energia para a síntese de glicose a partir do CO2 + água. Sem luz não ocorre a fotossíntese! Portanto de nada adianta encher o aquário de fertilizantes e CO2 sem disponibilizar iluminação adequada para as plantas.
GÁS CARBÔNICO (CO2) + ÁGUA (H2O) + LUZ ==> GLICOSE (CH2O) + OXIGÊNIO (O2) + ÁGUA (H2O)
2º) ESPECTRO VISÍVEL - É uma faixa de radiação eletromagnética, visível ao olho humano com comprimento de onda entre 380 a 780 nanômetros (1 nm = 10-9 m).
Conforme o comprimento de onda o olho humano percebe cada freqüência como uma cor diferente.

VioletaAzulVerdeAmareloLaranjaVermelho
380 nm <--> 450 nm <--> 500 nm <--> 570 nm <--> 600 nm <--> 640 nm <--> 780 nm

O olho humano tem maior sensibilidade, em termos de intensidade, na faixa do verde (500 a 560 nm) e amarelo (560 a 600 nm). No processo da fotossíntese as clorofilas das plantas absorvem a luz com maior intensidade nas faixas no azul (430 a 470 nm), laranja (600 a 640 nm) e vermelho (640 a 780 nm). Entretanto, vale ressaltar que o processo fotossintetizante não é regido unicamente pelas clorofilas, sendo influenciado também por outros pigmentos acessórios que absorvem de forma mais eficiente algumas radiações, posteriormente transferindo esta energia para as clorofilas. Os pigmentos licopenos e carotenos são muito eficientes com as radiações de picos azuis, e as ficoeritrinas e ficoxantinas tem suas absorções próximas às das clorofilas. É importante observar que, apesar da maior absorção da luz azul, há maior resposta fotossintetizante à luz vermelha; este fato se deve a um complexo processo de transferência da energia absorvida, dada a maior instabilidade da clorofila frente aos altos estados de excitação energética que são proporcionados pela luz azul.
O espectro luminoso de uma lâmpada é uma caracterização da intensidade relativa de luz que ela emite para cada comprimento de onda nesta faixa. As lâmpadas para horticultura (Aquaglo, Grolux, Nutrigrow, Aquarilux...) têm seus espectros intensificados nestas cores favoráveis referidas acima.
Além da ação fotossintetizante dos picos azuis e vermelhos, a proporção dos diversos picos que compõem o espectro luminoso final irá atuar em diversos outros processos metabólicos das plantas, que vão de um crescimento horizontal (expansão foliar) ou vertical (estiolamento) até formação de reservas (tubérculos), floração ou dormência da planta. A este conjunto de processos denomina-se fotomorfogênese.
3º) POTÊNCIA CONSUMIDA - é a energia elétrica por unidade de tempo consumida por uma lâmpada, geralmente expressa em Watts (W).
4º) FLUXO LUMINOSO - é a quantidade de luz emitida por lâmpada, geralmente expressa em lúmens (lm).
Para aquários plantados seria aconselhável uma proporção mínima em torno de 30 - 60 lúmens por litro de água do aquário (volume bruto).
Iluminação(lm/L)
Baixa/Fraca<25
Média/Moderada25-55
Forte/Clara55-90
Muito Forte/Intensa>90

5º) EFICIÊNCIA ENERGÉTICA - é o rendimento em termos da quantidade de luz emitida por unidade de potência consumida pela lâmpada, expressa em lúmens por Watt (lm/W).
LÂMPADAlm/W
Incadescente10 a 20
Halogênica18 a 30
Fluorescente p/Horticultura18 a 30
Fluorescente compacta50 a 85
Fluorescente NO50 a 85
Fluorescente HO60 a 85
Fluorescente VHO75 a 90
HQI80 a 100

Então quer dizer que as lâmpadas para horticultura iluminam mal? Não, em absoluto! Estas lâmpadas foram desenvolvidas propositalmente assim...seu baixo índice de eficiência energética total se deve ao fato de que estas lâmpadas foram projetadas de modo a filtrar e converter parte dos outros espectros, emitindo um espectro com maior predominância nos picos de maior atuação fotossintetizante (radiações azuis, laranjas e vermelhas). No final das contas a eficiência energética nos espectros fotossintetizantes é muito maior que nas demais lâmpadas.
6º) ILUMINÂNCIA - é a quantidade de luz que incide por unidade de tempo sobre uma determinada superfície, geralmente expressa em lux (lx) e medida através de luxímetros.
Como o meio aquático apresenta variáveis índices de depreciação, além da perda pela reflexão na película superficial da água, cada planta - até mesmo cada folha - pode receber uma iluminância diferente, sendo portanto muito difícil estabelecer uma iluminância exata em um aquário. Mas este seria o método mais eficiente para nos certificarmos da correta iluminação das plantas.
Iluminação(lux)
Baixa/Fraca<500
Média/Moderada500-1000
Forte/Clara1000-1500
Muito Forte/Intensa>1500

7º) TEMPERATURA DE COR - objetos muito quentes, como filamentos de lâmpadas incandescentes, brasas, tochas, altos fornos e estrelas, emitem luz com espectros bastante específicos e independentes do material que são feitos, portanto pode-se fazer uma equivalência direta entre a tonalidade da cor emitida com a temperatura do objeto, geralmente expressa em Kelvin (K).
  • Lâmpadas com temperatura de cor em torno de 2700 K têm aparência amarelada e passam a sensação visual de 'quentes' apesar da temperatura menor.
  • Lâmpadas com temperatura de cor em torno de 5500 K têm aparência branco-amarelada.
  • Lâmpadas com temperatura de cor acima de 6500 K têm aparência branco-azulada e passam a sensação visual de 'frias' apesar da temperatura ser maior.
A luz natural do nosso Sol, em céu aberto e ao meio dia, tem temperatura de cor em torno de 5400-5500 K. Portanto, para imitar a luz solar natural a temperatura de cor para aquários plantados deve ser algo em torno de 5200 a 6500 K. Usar lâmpadas abaixo ou acima destes valores é uma questão de gosto pessoal do aquarista por um visual mais amarelado ou azulado do aquário.
Muitas lâmpadas não têm o objetivo de reproduzir com fidelidade a tonalidade natural equivalente a um objeto quente. Por exemplo, não é possível classificar a temperatura de cor para as lâmpadas de horticultura, como erroneamente vem estampada na embalagem de algumas destas lâmpadas (18000 K?). Pense bem, se realmente estas lâmpadas tivessem temperaturas de cor em 10000 ou 18000K deveriam apresentar luz intensamente azulada. Acredito que tenha ocorrido um erro de interpretação pois o valor 1800 K seria o mais adequado à coloração rosada destas lâmpadas.
8º) ÍNDICE DE REPRODUÇÃO DA COR (IRC) - este índice mede a correspondência entre a cor real de uma superfície vista quando iluminada pelo sol do meio dia, e a sua aparência frente a uma determinada fonte de luz artificial (lâmpada).
A luz natural do sol em céu aberto ao meio dia tem IRC igual a 100, com total fidelidade e precisão na percepção das cores. As lâmpadas para horticultura e coloridas (como as azuis e actínicas) costumam apresentar baixos IRC (55-75), enquanto as incandescentes (91-93), as fluorescentes Power-glo, 10000 K e algumas Luz-do-Dia (85-90) e HQI 5000-6000 K (89-95) têm bons a excelentes IRC.
A aplicação do IRC em aquários ficaria mais pelo lado estético, que também é muito importante. Afinal de contas a maioria absoluta dos aquários tem por função principal a apreciação visual. Um aquário com pelo menos uma lâmpada de alto CRI proporciona um visual bem mais agradável aos olhos do apreciador, com excelente noção de cores e profundidade.
9º) LUMINÂNCIA - é a intensidade luminosa refletida por uma superfície e que acaba captada pelos olhos do observador, geralmente medida em candelas por metro quadrado (cd/m2).
10º) INTENSIDADE LUMINOSA - é a quantidade de luz emitida de uma superfície-fonte (lâmpada) num ângulo muito fechado, numa determinada direção (em candelas - cd)
As lâmpadas fluorescentes têm aproximadamente a mesma eficiência energética das HQI's, com a vantagem do menor preço, mas tem seu uso limitado a aquários com até 60 cm de altura, pois acima disto a sua intensidade luminosa não seria suficiente para atingir satisfatoriamente as plantas ao nível do substrato.
LÂMPADA(lm/cm2)
Incandescente1 - 4
Halogênica2 - 5
Fluorescente p/Horticultura2 - 5
Fluorescente HO7,5 - 15
Fluorescente compacta15 - 25
Fluorescente VHO35 - 50
HQI250 - 600

Portanto uma lâmpada HQI emite um feixe luminoso mais concentrado revertendo em maior poder de penetração da luz na água.
11º) RADIAÇÃO FOTOSSINTETICAMENTE ATIVA (PAR, do inglês Photosynthetically Active Radiation) - é fração da radiação luminosa total que de fato tem atuação no processo de fotossíntese das plantas.
Apesar de ser uma realidade distante do hobbista comum, pelo elevadíssimo custo, os aparelhos sensores PAR são poderosas ferramentas que já há algum tempo vêm sendo empregadas por grandes agricultores e instituições de pesquisa.
12º) PERDA LUMINOSA no meio aquático - A água age como um filtro para a luz. Quando luz a atravessa ela é seletivamente absorvida e refletida pela água, o que reduz a intensidade luminosa total conforme a profundidade da coluna d’água, alterando também o seu espectro e tonalidade.
A capacidade de penetração da luz através da água é 1/2000 do que através do ar. Chamamos esta perda de "Atenuação ou Extinção da Luz". Diversos outros fatores irão influir negativamente na penetração do fluxo luminoso na água:
  • Reflexão e Absorção pela tampa de vidro (aproximadamente 7 a 9%). Aquários plantados não devem ter tampas de vidro entre as lâmpadas e a água.
  • Reflexão no espelho d’água
  • Absorção e Reflexões por impurezas na água e obstáculos
  • As lâmpadas HQIs são as que possuem melhor coeficiente de penetração na água seguidas pelas fluorescentes VHO e compactas .
  • A perda luminosa em água limpa se dá primeiro pelas cores menos energéticas do espectro, começando pelo vermelho, sendo que o azul e violeta são as últimas cores a atingirem águas mais profundas.
13º FOTOPERÍODO - É o tempo e regularidade da iluminação, expresso em horas por dia (h/dia).
Dentro da região dos trópicos onde vivem a maioria das plantas aquáticas, do nascer ao por do sol temos aproximadamente 10 a 12 horas de luz natural, com intensidade luminosa variando conforme a posição do sol em relação ao horizonte, e apresentando uma variação de horários muito pequena no decorrer das estações do ano.
Pressuposta a tabela acima, recomenda-se de 10 a 12 horas de luz por dia. Mais do que isso são poucas as plantas que poderão tirar algum proveito e as algas vão agradecer...
A regularidade no tempo de exposição luminosa é muito benéfica às plantas, por isso a importância da instalação de "timers".
Seria muito interessante montar sistemas de iluminação usando diversas lâmpadas acionadas por timers programados seqüencialmente, tentando simular esta variação luminosa durante o período de 24 horas. Portanto, Respeite o Timer!
14º) EFICIÊNCIA DA LUMINÁRIA
Além da funcionalidade e beleza estética do conjunto e de ser sustentáculo das lâmpadas, reatores, exaustores, timers, dimmers e interruptores, a luminária moderna tem por função o aproveitamento máximo da luz emitida pelas lâmpadas: direcionando, filtrando ou concentrando o feixe luminoso conforme a necessidade.
O revestimento interno da luminária influencia de modo decisivo na perda da luz emitida pelas lâmpadas. Devemos providenciar os revestimentos mais fotorefratários possíveis. Já há no mercado diversos materiais para melhorar o desempenho das calhas: são placas de alumínio polido/espelhado que podemos recortar e forrar o interior das luminárias ; são grades plásticas metalizadas que direcionam a luz apenas para o aquário, evitando ofuscar nossos olhos. Na impossibilidade de aquisição destes materiais o uso de fórmica brilhante branca já proporciona considerável reflexão.
15º) A REGRA do WATT POR LITRO (W/L)
Esta regra surgiu para facilitar a compreensão do aquarista iniciante no momento de configurar seu sistema de iluminação, partindo do princípio de que "lâmpadas fluorescentes comuns" rendem de 75 a 80 lumens/Watt. Portanto não é válida para Lâmpadas incandescentes, HO's, VHO's e HQI's. Use o volume bruto do aquário.
Iluminação(W/L)
Baixa/Fraca<0,3
Média/Moderada0,3-0,6
Forte/Clara0,6-1,0
Muito Forte/Intensa>1,0

16º) VIDA ÚTIL - tempo médio durante o qual cada lâmpada cumpre bem o propósito a que será destinada.
Fluorescentes (NO, HO, p/Horticultura, Compacta, VHO) têm vida útil de 6 a 9 meses, e HQI de 1 a 2 anos. Muito provavelmente suas lâmpadas continuarão funcionando passados os prazos acima mencionados, mas a emissão luminosa já se encontrará abaixo do mínimo desejável.
Podemos aumentar a vida útil das lâmpadas fluorescentes em mais 1 ou 3 meses, instalando reatores eletrônicos e ventiladores/exaustores nas calhas de iluminação, e respeitando o timer (quanto mais fases de ignição, menor a longevidade).
17º) NECESSIDADE LUMINOSA DE ALGUMAS ESPÉCIES
Iluminação(Plantas)
Baixa/FracaBolbitis, Vesicularia dubyana
Média/ModeradaAcorus, Anubias, Langelandra, Sagittaria, Microsorum, Echinodorus portoalegrensis, Aponogeton madagascariensis e ulvaceus, Cryptocorynes blassi, affinis, nevillii, wendtii
Forte/ClaraEchinodorus, Hygrophillas, Aponogetons, Ammannias, Egerias, Elodeas, Ludwigias, Marsilea, Bacopas, Ceratopteris, Mayacas, Lagarosiphon, Isoetes, Potamogetons, Najas, Samolus, Ceratophyllum, Didiplis, Barclaya, Blyxa, Crassula, Cryptocoryne balansea e retrospiralis
Muito Forte/IntensaGlossostigma, Eusteralis, Hemianthus, Eleocharis, Vallisneria, Micranthemum, Rotala macrandra, Rotala walllichii, Heterantheras, Eichhornia, Cabomba, Nymphaea, Nuphar, Ludwgia inclinata, Cardamine, Hydrocotyle, Myriophyllum, Riccia, Nymphoides e plantas flutuantes

18º) LÂMPADAS NOVAS + ÁGUA VELHA = ALGAS
Um dos erros mais comuns em que o iniciante no aquário plantado incorre é a clássica reclamação: "Eu nunca tive problemas com algas mas depois que instalei estas lâmpadas novas meu aquário encheu de algas."
Mas a verdade é bem outra. Primeiro, provavelmente as lâmpadas velhas já estavam com a emissão luminosa bem abaixo das lâmpadas novas. Segundo, a água deveria estar saturada de fosfatos e nitratos, pois como não havia algas tomava-se por certo que não haveria a necessidade das trocas freqüentes de água. Pronto! Agora já temos tudo o que as algas necessitam: excesso de nutrientes (fosfatos e nitratos) e muita luz (que antes não havia com as lâmpadas velhas).
Então podemos concluir que muita luz provoca o surgimento de algas? NÃO, o que provoca o surto de algas é o excesso de nutrientes. Seja pelo excesso de peixes ou ração excedente, seja pela falta das trocas regulares de água. O mesmo vale para a luz solar!
19º) OS PEIXES
São poucos os peixes que suportam uma iluminação intensa por horas seguidas. Portanto você deverá proporcionar áreas de sombras e abrigos para que eles possam se esconder e/ou descansar da luz intensa, assim como ocorre na Natureza.
20º) OS TIPOS DE LÂMPADAS
Para entendermos melhor todos estes referenciais sobre iluminação precisamos conhecer também um pouco sobre as lâmpadas:
A) INCANDESCENTES/HALOGÊNICAS
A luz é produzida pelo filamento que, ao receber uma corrente elétrica, atinge elevadíssimas temperaturas e "incandesce". Grande parte da energia elétrica é perdida na forma de calor.
VANTAGENSDESVANTAGENS
  • Baixo custo
  • Excelente CRI
  • Fácil Instalação
  • Baixa Eficiência Energética
  • Baixa Vida Útil
  • Baixa Intensidade Luminosa
  • Emite Muito Calor

  • B) FLUORESCENTES
    A luz é produzida pela passagem de uma corrente elétrica através de gases em baixa pressão dentro dos tubos. Excitadas pela energia elétrica as moléculas dos gases emitem luz ultra-violeta (invisível ao olho humano) que é convertida em luz visível ao atravessar o revestimento do tubo, um pó fosforoso de variada formulação. Apenas uma pequena fração da energia elétrica é convertida em calor. A variação na formulação deste pó fosforoso resulta em lâmpadas que emitem fluxos luminosos em específicas faixas do espectro (Grolux, Aquaglo, Tri-fosforos, Actínicas, Luz-do-Dia etc). O aperfeiçoamento no gás utilizado e nos eletrodos vem incrementando a capacidade da potência das lâmpadas (HO e VHO)
    VANTAGENSDESVANTAGENS
  • Alta Eficiência Energética
  • Amplos Espectros, Temperatura de Cor e CRI Disponíveis
  • Custo Mediano (as VHO tem custo elevado)
  • Baixa Vida Útil
  • Intensidade Luminosa Limitada
  • Requer Instalação de Reatores
  • Ocupam grandes áreas da luminária (exceto as Compactas)

  • C) HQI's
    A luz é produzida pela passagem da corrente elétrica através de um vapor de gás sob alta pressão. São lâmpadas que apresentam grande intensidade luminosa (feixes de luz mais concentrados e por conseguinte grande poder de penetração na água).
    VANTAGENSDESVANTAGENS
  • Maior Vida Útil
  • Alta Intensidade Luminosa
  • Alta Eficiência energética
  • Custo Elevado
  • Emite Muito Calor
  • Requer Instalação de Reatores
  • Exige Instalação de Reatores e Refletores Próprios

  • 21º) CUSTO X BENEFÍCIO
    Procure pesar bem as reais necessidades da configuração do aquário que pretende manter antes de montar o sistema de iluminação: quantidade de plantas, espécies de plantas, dimensões e capacidade do aquário, tipo de luminária etc.
    Como escolher a melhor iluminação para meu aquário plantado?
    Esta pergunta leva a muitas outras perguntas diferentes, conforme a montagem que escolhermos.
    • Quero o melhor espectro para o crescimento das plantas?
    • Busco uma aparência natural?
    • Quero fazer fotos profissionais?
    • Preciso economizar energia?
    • Meu aquário é alto e precisa mais intensidade?
    • Falta espaço na luminária?
    • O aquário tem tampa ou é aberto?
    • O custo inicial é um empecilho?...
    Seria muito interessante montar uma tabela anotando as características das lâmpadas que você puder encontrar no mercado:
    • Tipo
    • Nome
    • Fabricante
    • Dimensões instalada (cm)
    • Consumo (W)
    • Fluxo Luminoso (lm)
    • Eficiência Energética (lm/W)
    • Intensidade Luminosa (lm/cm2)
    • Espectro Luminoso
    • Temperatura da Cor
    • CRI
    • Custo da Instalação
    • Longevidade
    • Preço da Lâmpada
    • Luminária exigida...
    A esta tabela aplique pesos diferenciados de acordo com as reais necessidades da configuração do seu aquário e da sua realidade financeira. Exemplos: Aquários altos pedem maior peso para a Intensidade Luminosa; Aquários de exposição maior peso para o CRI etc. Mas, via de regra, todos queremos aquários em que as plantas se desenvolvam bem e que também apresentem um visual agradável à apreciação. Neste caso uma dica altamente recomendável seria a instalação de lâmpadas de múltiplos espectros.
    Agradecimento especial ao amigo Amaury De Togni pela revisão do texto

    Iluminação de Aquários Plantados

    Iluminação de Aquários Plantados


    Iluminação de aquários plantados é um dos assuntos mais chatos de se tentar atender uma dúvida num fórum, sempre é uma celeuma, primeiro por que essa pergunta se repete quase em progressão geométrica, e segundo por que assim como a variedade de lâmpadas disponíveis hoje quase infinita, também infinitas são as possibilidades de configuração, e como cada marmanjo quer dar o seu pitaco/receita o coitado que postou a dúvida muitas vezes sai de lá com muitas outras mais que a original. Não vou escrever aqui um tratado sobre iluminação, existem centenas na internet, leia-os, mas queria fazer três observações que podem simplificar um pouco as coisas:

    1. Esqueça a regra de Watt / Litros*;
    2. Use Lúmens/Litro;
    3. Entenda o que é IRC, Fluxo Luminoso, Temperatura de Cor e Espectro Luminoso pelo menos!

    Spectrum, Yeaaaah! \m/_
    Tudo o que a maioria das pessoas precisa saber é que um aquário necessita para manter a maiorias das plantas saudáveis, até as mais exigentes, de uma iluminação com aproximadamente 60 Lm/L (Lúmens por litro) ou mais para garantir uma iluminação forte e eficiente.
    E a regra do Watt/Litro? Pelo Santo Aquário Celestial, Esqueça!!! Concentre-se no que vai ler.
    Para saber qual lâmpada escolher você precisa ter isso em mente e escolher a lâmpada que pode oferecer esse fluxo de aproximadamente 60Lm/L para o volume do seu aquário. 
    O espectro luminoso grosso modo é a representação gráfica dos picos que compõem a luz. Lembra daquela aula de ciências onde falavam que um velhinho¹ pegou um prisma e descobriu que ao passar um raio de luz por ele aparecia um arco-íris por que o raio de luz original na verdade é composto por todos aquelas cores que aparecem separadas após o mesmo raio sair do prisma? Então, o que acontece é que nossas queridas plantinhas usam muito algumas dessas faixas coloridas, um pouco de outras e quase ou nada de algumas delas. como o verde. Você precisa garantir que essa demanda de picos seja atendida, então é essencial garantir um espectro amplo, ou seja, você precisa ter as várias faixas necessárias, isso pode ser conseguido usando lâmpadas com amplo espectro ou misturando lâmpadas que se complementem. Ao ler sobre Temperatura de Cor você vai saber qual a relação com o Espectro luminoso e vai entender por que a luz branca em geral é a mais adequada. Pescou?
    Práxis! 
    Vamos unir a teoria à prática
    Vamos imaginar que você, meu querido leitor, tenha um aquário de 80 litros (60 x 45 x 30 cm) e quer ele bem plantado, com aquelas plantinhas que você economizou um bocado para comprar e não quer perder. Levando em consideração a regra de Lm/L multiplique 80 litros por 60 Lúmens/L e você chega ao número mágico de 4800 Lm totais que serão o necessário para esse volume de aquário. Agora observe a tabela abaixo:

    Extraído do catálogo online da Osram
    Nesta tabela da Osram estão listadas as lâmpadas tubulares T5 HO (High Output) com seus tamanhos, potências, fluxo luminoso, índice de reprodução de cor (IRC), temperatura de cor, etc. Dando continuidade ao nosso. Se você leu o artigo linkado mais acima então sabe que as lâmpadas com IRC mais próximos de 100 são as que reproduzem as cores mais naturais, no caso todas as lâmpadas tem IRC de 80 a 89 o que garante cores naturais com essa luz**, no mesmo artigo você leu que lâmpadas com 6500K tem a luz branca e um espectro luminoso que tende a ser bem distribuído por todas as faixas do espectro, garantindo não só os picos obrigatórios para a fotossíntese como também outros necessários para demais funções da fisiologia vegetal. Sabendo disso tudo só nos resta escolher qual delas usar e, levando em conta o tamanho do aquário, fica óbvio que teremos que usa um dos três modelos de 549mm de comprimento, entre elas apenas uma tem 6500K, luz branca. A tabela indica que a lâmpada FQ 24W/885 HO tem 24W e 1600lm, ao dividir 1600 por 24 você constatará que ela emite 66,66 Lm/W. Perfeito para termos uma iluminação forte de 60 Lm/L, Ok? Como já sabemos que o aquário precisa de 4800 Lm fica fácil perceber que teremos que usar três lâmpadas de 24 W T5 com 1600 Lm para obter exatamente 4800 Lm/W que irá garantir plantas saudáveis e com crescimento ideal*** além de uma boa distribuição de luz.
    Então essa é a lei? Não, essa é apenas uma opção (The Xylema's Way of Light****). Como eu falei no início desta postagem existem centenas de possibilidades em termos de iluminação, afinal para cada aquário de tamanho diferente tudo muda, e essa é apenas uma forma simplificada de fazer as coisas. Também lembre que o barato pode sair caro, compre lâmpadas de qualidade, não estou dizendo que você precisa de lâmpadas que custam uma fortuna, elas existem, são excelentes lâmpadas, mas tem o inconveniente de custarem uma quantidade desproporcional de nosso rico dinheirinho, a decisão é sua, mas fique ciente de que você tem e pode usar as opções mais baratas, como as lâmpadas do exemplo acima, e tem a garantia de que usadas corretamente elas funcionarão perfeitamente. A opção é sua. Sejam tubulares T8, T5 ou até as PLs econômicas, em muitas situações elas são o necessário para que seu aquário prospere.
    Leia, aprofunde-se e experimente, só com a experiência e o tempo é que dominamos qualquer técnica, mas para isso é fundamental conhecer o básico, por isso leia, leia bastante sobre o assunto, aos poucos tudo ficará mais claro. Existem mais uma série de parâmetros que de acordo com o seu projeto poderão influenciar sua escolha.
    ¹ Nao é o Roger Waters, estou falando de Sir Isaac Newton!
    * Vamos matar essa ideia, ela já foi útil e hoje mais atrapalha que ajuda;
    ** Estética é igual a cabeça, cada um tem a sua, se você prefere luz amarela, rosa, azul, roxa... Eu prefiro luz natural.
    *** O crescimento ideal depende de outros parâmetros como fertilização, CO2 e manutenção regular do aquário;
    **** Gostei desse nome!

    sexta-feira, 16 de setembro de 2011

    Help Filter

    Matéria interessante retirada do Fórum AquaFlux

    Estou usando uma Sarlo 90 é bem fraca, será que posso ter problemas se usar direto, irei prejudicar a biologia do aquário?

    Veja o meu filtro
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    Após instalado

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    10 horas depois

    CO2 caseiro

    O CO2 é um gás que é absorvido pela planta, por via foliar, e serve para fornecer Carbono, que é um dos principais componentes dos vegetais. Na água ele promove uma acidificação maior ou menor,dependendo da dose fornecida. Na sua falta, principalmente as plantas essencialmente aquáticas, se em grande quantidade, passam a obtê-lo dos bicarbonatos em dissolução, provocando uma alcalinização da água, por liberação de ions hidroxila. Além do mais para que haja o crescimento, as plantas aquáticas necessitam realizar a fotossíntese, um processo que ocorre sob a ação da luz . Presumindo que exista um solo rico em nutrientes, luz suficiente e uma temperatura adequada o fator que limita normalmente o crescimento luxuriante é a falta em abundância do dióxido de carbono (CO2) dissolvido na água. No seu meio natural, as plantas encontram CO2 dissolvido na água dos rios e lagos, porém em aquários, a sua quantidade não é suficiente para a formação de vegetação luxuriante, o que sempre procuramos em um aquário plantado. A solução é aumentar esse nível de CO2 fornecendo artificialmente, o que basicamente é conseguido apenas pondo em contato esse gás com a água (difusão). Encontramos diversos sistemas de difusão à venda nas lojas de aquário, porém, devido ao alto custo, muitas vezes não estão ao alcance de muitos hobbystas. Existe uma solução caseira barata para o problema, que consiste em obter dióxido de carbono através da fermentação do açúcar dentro de uma garrafa o chamado injetor de gás carbônico caseiro.
    Vejamos através deste passo a passo como implementar um sistema eficiente de CO2 caseiro:
    Lembrando que o fermento de padaria que se usa é uma levedura (Saccharomyces cerevisiae) que ao utilizar o açucar o converte em dioxido de carbono (CO2) e alcool etilico (etanol), e é por aumento da pressão interna dentro da garrafa que ele é expelido e vence até a pressão hidrostatica da coluna de agua do aquario....portanto nunca feche a saida do gas, tentando regular as quantidade de bolhas como se faz no proceso que usa CO2 em cilindros, sob risco IMINENTE de EXPLOSÃO.
    Material necessário
    1 garrafa de refrigerente PET de 2,5 litros
    1
    garrafa de refrigerante PET de 1 litro
    2 metros de mangueirinha do tipo usado em compressores de ar de aquário.
    1 tubinho de cola acrílica do tipo "Super Bonder"
    1 tesourinha de unha
    fermento biológico fresco(*)ver quantidade
    1 colher de chá de bicarbonato de sódio
    ● 
    500g de açúcar branco cristal.
    (*) QUANTIDADE - Para que o CO2 caseiro utilizado não cause mais mal que prejuizos (sempre causado por excesso na produção do gás) devemos sempre ao preparar as garrafadas usar de inicio apenas 1g de fermento para cada 50 litros de água do aquário (e um aviso aos que tem pressa de ver o CO2 bombando...aqui demora um pouco....mas é seguro pois vai mudando o pH aos poucos) e devemos ir acompanhando a descida do pH....e caso depois de 10 dias o pH ainda esteja acima do que desejamos, podemos então preparar para colocar outra garrafada com 15 a 20dias depois da 1ª com talvez 2 g de fermento/50litros de água, assim ela vai aumentando a produção a medida que a anterior vai decaindo de produção..e assim progressivamente vamos tentando aos poucos ajustar a dose de fermento ao pH desejado, e trabalhando com 2 garrafadas ao mesmo tempo, é mais facil manter um nivel mais constante de variação. Quanto mais fermento se usa mais rapidamente o açucar é convertido em alcool e menos tempo dura a garrafada, sem falar que maiores também são os riscos de se "cozinhar" plantas e peixes em pH excessivamente baixo. Uma garrafada com 1 g dura até 2 a 3 meses produzindo CO2, ao passo que com 10 g dificilmente dura mais de 15 a 20 dias. Mesmo em aquários contendo peixes que pedem pH ácido, evitar manter menos que 6.6, pois essa medida fica confortável a esse tipo de peixe e ainda sobra uma margem de segurança para o caso do pH por algum motivo baixar mais que isso, sem colocar em risco todo sistema.
    Veja no diagrama a seguir como funciona:
    Devemos colocar numa jarra grande as 500g de açúcar,  o fermento e uma colher de chá de bicarbonato de sódio. Ponha então na jarra 2 litros de água morna e mexa vigorosamente até que tudo esteja misturado, inclusive o tablete de fermento que se dissolve melhor na água quando se aperta e esfrega entre os dedos. Essa mistura logo irá começar a liberar CO2 e deve ser colocada na garrafa PET de 2,5l. A segunda garrafa contem apenas água e serve para que caso haja algum acidente, a mistura fermentada não entre em contato com a água do aquário. Serve também para que se possa contar as bolhas e fazer um calculo da taxa de liberação de CO2. Para que haja a difusão, as bolhas do gás tem que ficar a maior quantidade de tempo possível em contato com a água. No caso do nosso difusor, aconselhamos utilizar uma pedra porosa que aumenta a área de contato do gás com a água, promovendo a máxima taxa de difusão. Podem ser usados também outros métodos de difusão, como por exemplo ligar-se a mangueira à entrada do filtro externo ou usando um difusor do tipo "zigue-zague" que aumenta o tempo de contato das bolhas com a água do aquário.
    Dica importante: evitar deixar as garrafas no mesmo nível ou abaixo do nível do aquario, pois pode acontecer de que por diminuição da fermentação a água do aquário retorne a garrafa. Deixar sempre em nivel mais alto.
    COMO MONTAR O APARATO:
    Material necessário:
    -
    2 garrafas de refrigerante PET, sendo uma de 2,5l e uma de 1l.
    -Mangueirinha
    -Cola acrílica do tipo "Super Bonder"
    -Tesourinha de unha
    Deverá ser feito um furo em uma das tampas com a tesourinha de unha. Não retire a película de borracha que fica pelo lado de dentro da tampa, uma vez que sem ela o CO2 vazará e não conseguirá atingir a pressão necessária dentro da garrafa. Perfure a tampa e vá girando e introduzindo a tesourinha até que se faça um orifício em que a mangueirinha possa passar apertado.

    Encaixe a mangueirinha 1cm através do furo e aplique a cola na junção da mangueira e a tampa. Faça o mesmo pelo lado de dentro da tampa.

    Faça dois furos na outra tampa pelo mesmo processo anterior

    Em um dos furos cole pelo mesmo processo anterior a mangueirinha que vem da outra tampa, só que dessa vez ao invés de introduzir a mangueira apenas 1cm, introduza cerca de 15cm. No outro furo deverá ser colada uma outra mangueirinha de uns 1,5m que será a mangueira que levará o CO2 para dentro do aquário. Cole pelo mesmo processo introduzindo a outra  mangueirinha, apenas 1cm. Abaixo veja como deverá ficar a "peça" após a colagem:
    Na ponta da mangueira que se dirige ao aquário coloque um daqueles registros de ar de mangueirinha para que possamos dosar a quantidade de CO2 que entra no aquário, dado que a pressão dentro da garrafa será muito maior nos primeiros dias, depois diminuindo e talvez precisemos controlar. Esse efeito que ocorre nos primeiros dias pode abaixar o Ph do aquário perigosamente, por isso colocamos as torneirinhas, para desprezar parte do CO2 que sai sob pressão da garrafa de acordo com a nossa vontade. Mas usando pouco fermento o risco de excessos fica praticamente reduzido a zero.
    Veja o aspecto final da montagem já com o material para fermentação no interior da garrafa:
    Existem diversos tipos de difusores úteis para aumentar o volume da difusão. O mais comum é que se conecte no final da mangueirinha uma pedra porosa. Pode-se utilizar também um difusor que se encontra em lojas do ramo, do tipo que faz um zigue-zague com as bolhas, para aumentar o tempo de contato das bolhas com a água (difusão) até que elas cheguem à superfície.
    Este sistema dura em torno de 3 a 7 semanas ocasião em que é necessário desprezar a solução antiga que terá um forte cheiro alcoólico e colocar uma solução nova.
    Devemos regular a freqüência com que sai o gás carbônico para que se atinja um nível entre 20 e 40 mg/l, suficiente para um um ótimo crescimento das plantas e seguro para os peixes que habitam o aquário. É possível saber a quanto anda essa concentração na água do aquário analisando-se a relação entre o valor da Dureza de carbonatos(dKH) e o Ph da água,  informações que podem ser facilmente obtidas através de testes encontrados em lojas de aquário. A tabela a seguir nos fornece essa relação:
    Muito baixo   Baixo   Suficiente    Alto    Perigoso
     
    Dureza de Carbonatos (dKH)
     Ph
      1 2 4 6 8 10 15 20
    8,0 0 1 1 2 2 3 4 6
    7,9 0 1 1 2 3 4 5 7
    7,8 0 1 2 3 4 4 7 9
    7,7 1 1 2 3 4 6 8 11
    7,6 1 1 3 4 6 7 11 14
    7,5 1 2 4 5 7 9 13 18
    7,4 1 2 4 7 9 11 17 22
    7,3 1 3 6 8 11 14 21 28
    7,2 2 4 7 11 14 18 27 36
    7,1 2 4 9 13 18 22 34 45
    7,0 3 6 11 17 23 28 42 56
    6,9 4 7 14 21 28 35 53 71
    6,8 4 9 18 27 36 45 67 89
    6,7 6 11 22 34 45 56 84 112
    6,6 7 14 28 42 57 71 106 141
    6,5 9 18 36 53 71 89 133 178
    6,4 11 22 45 67 90 112 168 224
    6,3 14 28 56 85 113 141 212 282
    6,2 18 36 71 107 142 178 266 355
    6,1 22 45 89 134 179 224 335 447
    6,0 28 56 113 169 225 281 422 563
    5,9 35 71 142 213 283 354 531 709
    5,8 45 89 178 268 357 446 669 892
    5,7 56 112 225 337 449 562 842 1123
    5,6 71 141 283 424 566 707 1060 1414
    5,5 89 178 356 534 712 890 1335 1780
    5,4 112 224 448 672 896 1120 1681 2241
    5,3 141 282 564 846 1128 1411 2116 2821
    5,2 178 355 710 1065 1421 1776 2664 3552
    5,1 224 447 894 1341 1788 2236 3353 4471
    Tomando como exemplo: se encontrarmos o Ph da água em 6,8 e ao medir a dureza de carbonatos(dKH) encontramos o valor 6, então pela tabela, a concentração de CO2 na água é de 27 mg/l, um valor que pode ser qualificado como ideal.