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quinta-feira, 21 de julho de 2011

Doenças mais comuns em peixes de aquário

Agostinho Monteiro WebSite
Dicas
Doenças mais comuns em peixes de aquário Tripanoplasmose
Agente etiológico:Trypanoplasma sp.
Trypanoplasma sp.
Fisiopatologia: Estes protozoários parasitam o peixe através da corrente sanguínea do animal e são transmitidos de um peixe a outro pelas picadas das sanguessugas. O sintoma da doença no peixe é semelhante ao da "doença do sono" no homem. Os peixes atacados apresentam um estado letárgico, isto é, ficam sem movimentos, enfraquecem, apresentam anemia e olhos fundos. Ficam em posição oblíqua, apoiando a cabeça no fundo do aquário. Morrem de inanição.
Trypanoplasma sp.
Tratamento: Esta doença geralmente é incurável. A profilaxia consiste em se evitar sanguessugas no aquário (geralmente trazidas por plantas).

Lepidortose
Agente etiológico:Vibrio angularis
Lepidortose
Fisiopatologia: Ataca peixes tropicais. Causa perda de escamas por todo o corpo e mais no dorso, movimentos cada vez mais lentos, respiração acelerada e paralisação da cauda. O peixe fica na superfície, perdendo a noção de fuga e morre em mais de 80% dos casos, quando não há tratamento. Os peixes sadios são portadores. A transmissão é direta ou indireta, pela água contaminada. Dura de 3 a 4 semanas.
Tratamento: a) Aureomicina 50 mg/litro de água em banhos por 4 dias; b) Cloromicetina 10 mg/litro de água.

Exoftalmia
Agente etiológico: Pode ter diferentes causas (ascite infecciosa, tuberculose , parasitas [Diplozoon , Gyrodactylus e Dactylogyrus], fatores químicos [aquário mal equilibrado] e deficiências alimentares.
Exoftalmia
Fisiopatologia: É produzida por acúmulo de líquido no interior do olho ou cavidade ocular do peixe afetado. Este excesso de líquido produz edema do globo ocular com protusão do mesmo.
Tratamento: a) Não há tratamento específico; b) Banho de sal durante 36 horas; c) Colírios: Argirol a 5% e Cloranfenicol 5%; d) Baixar a temperatura da água diminui a pressão ocular; e) Cloranfenicol 250 mg/20 litros de água;. f) Uso de condicionadores (Aquasafe), trocas parciais de água e alimentação adequada ajudam a prevenir a exoftalmia.

Girodactilose
Agente etiológico: Gyrodactylus sp.
Girodactilose
Fisiopatologia: Verme cego de 0,5 a 0,8 mm de comprimento, que tem uma ventosa na boca e um gancho na cauda, pelo qual se fixa no peixe. Este vai ficando cada vez mais pálido, a pele produz mais mucosidade e com manchas ou pontos hemorrágicos também nas nadadeiras. Mesmo quando as guelras não são afetadas, há respiração acelerada. O peixe fica triste, cansado, com os movimentos cada vez mais lentos, permanece na superfície e morre.
Girodactilose
Tratamento: a) Formalina 40% 2 ml/10 L de água em banho de 30 min (o parasita morre em menos de 20 min); b) Boa aeração durante o banho; c) Azul de metileno 5% 1 gota /litro de água; d) Sal comum 10 a 15 g / litro de água em banho de 20 min.

Ictiofonose
Agente etiológico: Ichthyophonus hofer
Ictiofonose
Fisiopatologia: Transmite-se por esporos, através de alimentos contaminados. Esse germe se desenvolve no estômago e intestinos, sendo eliminados pelas fezes. Alguns perfuram a parede do intestino e são levados pelo sangue para diversos órgãos como o coração e fígado, onde ficam sob a forma de pequenos nódulos pardos ou pretos. Quando eles se rompem, os órgãos são atacados e o peixe morre.
Ela só aparece quando o parasita é levado por alimentos, materiais ou peixes contaminados, mas as más condições da água facilitam sua difusão. Os peixes a transmitem uns aos outros através de feridas e abscessos ou pela ingestão de peixes mortos por ela. No estômago, o quisto se rompe, soltando as larvas infestantes.
Os primeiros sintomas são difíceis de serem identificados pois são muito variados. Podem ocorrer perda de apetite, entorpecimento , exoftalmia e nadadeiras dobradas.O peixe fica escondido a maior parte do tempo.
Apresenta instabilidade para nadar e movimentos estranhos. Fica no fundo, com a barriga inchada. Pele e escamas ficam como que vidradas. O peixe vira sobre o seu eixo e fica balançando. Formam-se às vezes, placas ou ulcerações na pele.Emagrecimento. Pele desbotada. As nadadeiras perdem pedaços. Boca sempre aberta. O doente às vezes só morre após 6 meses.
Tratamento: O peixe deve ser sacrificado. Não há cura.

Tricodiníase
Agente etiológico: Trichodina domerguei
Tricodiníase
Fisiopatologia: Cilióforo (protozoário provido de cílios), muito comum nos aquários, que só ataca os peixes quando eles se encontram em precárias condições de saúde, portanto quando debilitados.Causa extrema irritação e coceira , produzindo hiperemia pelo ato de se coçar.
Tricodiníase
Tratamento: a) Banho de tripaflavina: 10 mg/litro de água/ 24 horas (com esta medicação, o parasita morre em 10 horas); b) Elevar a temperatura da água para 28 ºC; c) Tratar as causas que levaram à debilidade (stress,deficiência na alimentação,água com parâmetros inadequados, etc).

Furunculose
Agente etiológico: Aeromonas salmonicida
Furunculose
Fisiopatologia: Doença de caráter infeccioso. As úlceras aparecem nas zonas mais ricas em vasos capilares. O agente etiológico causador é uma bactéria gram-negativa, imóvel e não produtora de esporos que, inserindo-se no peixe destrói o tecido em redor do ponto de infecção. No início, surgem manchas vermelhas, dando a impressão de ferimentos, depois há o aparecimento de bolhas de pus e sangue. A seguir, essas bolhas se abrem, havendo formação de úlceras (o pus libertado pode contaminar os outros peixes). A sintomatologia apresenta também escaras do tipo ulceroso no corpo dos peixes, iniciando-se, geralmente, no pedúnculo caudal, podendo, no entanto, ter início em outras partes do corpo.
Furunculose
Tratamento: Terramicina 500 mg /50 L de água por 24 horas, repetindo-se o banho dentro de 5 dias, até controlar.

Podridão das Nadadeiras
Agente etiológico: A colonização original geralmente é produzida por Pseudomonas fluorescens e Aeromonas liquefasciens ,seguidas por Mycobacterium sp. e Myxobacterias do gênero Cytophaga columnaris e outras. Os tecidos necróticos servirão de meio de cultura para fungos dos gêneros Saprolegnia e Achyla que também favorecem a perda das mesmas.
Podridão das nadadeiras
Fisiopatologia: Quando a colonização destrói a nadadeira e se localiza no pedúnculo caudal , a doença se torna muito difícil de regredir ocorrendo invasão da corrente sanguínea e septicemia.
Tratamento: a) Oxitetraciclina (Terramicina) 500 mg/ 50 litros de água, renovando-se 1/3 da água a cada 24 horas durante cinco dias; b) Pincelar as nadadeiras com Iodo-Povidine ou com pomada de Neomicina; c) Aumentar a temperatura do aquário para 30 ºC.

Argulose (Piolho de peixe)
Agente etiológico: Argulus sp.
Argulose
Fisiopatologia:
  1. Efeitos nas brânquias: lesões com perda da arquitetura branquial e redução da sua função devido a atividade alimentar do parasita. Pode ocorrer ainda oclusão temporária, ou permanente da circulação pela fixação do parasita. O tecido branquial pode ainda sofrer necrose e desintegração local, ou difusa;
  2. Efeito na pele : fixam-se apenas sobre a pele e causam destruição de escamas e células mais superficiais. No local de fixação surge uma lesão que permanece mesmo depois o despreendimento do parasita. Há irritação local e inflamação. Em infestações mais intensas onde as lesões são mais graves pode ainda ocorrer problemas de osmorregulação provocados pela perfuração do tegumento. Infecções bacterianas secundárias são algumas das complicações deste tipo de parasitismo.
  3. Efeitos gerais: freqüentemente há uma perda de peso do hospedeiro. Peixes infestados por ectoparasitas sofrem de constante irritação na superfície do corpo e são obrigados a conviver com esta situação estressante. É possível observar mudanças no comportamento de peixes parasitados, pois estes freqüentemente tentam se livrar destes parasitas ao realizar fricção contra objetos duros, pedras, etc...
Argulose
Tratamento: a) Remoção manual com pinça cirúrgica; b) Medicamentos na ração: Vitosan; c) Produtos terapêuticos para banhos de imersão: Anchoraway/PondRx/Diflubenzuron /Trichlorfon/Malathion; d) Banhos rápidos de imersão com Cloreto de sódio 5% durante 60 segundos. Repetir este banho duas a três vezes.Pode-se também adicionar formalina 10%.

Lerneose (Verme Âncora)
Agente etiológico: Lernaea sp.
Lerneose
Fisiopatologia :
  1. Efeitos nas brânquias: lesões com perda da arquitetura branquial e redução da sua função devido a atividade alimentar do parasita. Pode ocorrer ainda oclusão temporária, ou permanente da circulação pela fixação do parasita. O tecido branquial pode ainda sofrer necrose e desintegração local, ou difusa.
  2. Efeito na pele : fixam-se apenas sobre a pele e causam destruição de escamas e células mais superficiais. No local de fixação surge uma lesão que permanece mesmo depois do desprendimento do parasita. Há irritação local e inflamação. Em infestações mais intensas onde as lesões são mais graves pode ainda ocorrer problemas de osmorregulação provocados pela perfuração do tegumento. Infecções bacterianas secundárias são algumas das complicações deste tipo de parasitismo.
  3. Efeitos gerais: freqüentemente há uma perda de peso do hospedeiro. Peixes infestados por ectoparasitas sofrem de constante irritação na superfície do corpo e são obrigados a conviver com esta situação estressante. É possível observar mudanças no comportamento de peixes parasitados, pois estes freqüentemente tentam se livrar destes parasitas ao realizar fricção contra objetos duros, pedras, etc...
Lerneose
Tratamento: a) Remoção manual com pinça cirúrgica. No caso da lernea as lesões são mais profundas sendo necessário um banho com solução de Permanganato de Potássio e posterior remoção dos parasitas fixados. Outra alternativa é instilar um solução hipertônica com Cloreto de Sódio (Rinosoro Hipertônico 3%) sobre o parasita. Isto facilita a sua remoção com a pinça. . A remoção manual não significa que não há necessidade de tratamento com medicamentos. Esta serve apenas para interromper os danos diretos que o parasita ocasiona ao peixe enquanto o tratamento está em execução; b) Medicamentos na ração: Vitosan; c) Produtos para banhos de imersão : Anchor away/PondRx. Diflubenzuron / Trichlorfon / Malathion; d) Banhos rápidos de imersão com Cloreto de sódio 5% durante 60 segundos. Repetir este banho duas a três vezes.Pode-se também adicionar formalina 10%.

Ictio (Doença dos pontos brancos)
Agente etiológico: Ichthyophthirius multifilis
Ictio
Fisiopatologia: A contaminação de um aquário sadio se dá pela introdução de um hospedeiro, que na maioria dos casos, pode ser um peixe aparentemente com saúde, pedras e/ou cascalho e, é claro, a água, proveniente de outro aquário, tanque, ou loja de peixes.
Cistos de Íctio já foram encontrados, também, em plantas aquáticas, alimentos vivos, e outros animais aquáticos. Atenção especial também às redes e puçás de captura, e demais objetos usados em aquariofilia que entrem em contato com a água e permaneçam molhados.
A temperatura contribui decisivamente para o aparecimento e desenvolvimento do Íctio. Isto explica porque uma epidemia ocorre sempre que peixes tropicais (infestados) são mantidos em temperaturas muito baixas ou, em alguns casos, peixes de água fria (também infestados) em temperatura mais alta. Pelas mesmas razões, a maioria das infestações por Íctio em peixes tropicais parece ocorrer, com mais freqüência, nas estações mais frias ou quando os mesmos são manipulados indevidamente, sem considerar a temperatura.
Pequenos pontos brancos (1mm de diâmetro) em todo o corpo do peixe: boca, nadadeira anal, dorsal, opérculos, nadadeira peitoral e etc. Esses pontos brancos não são o parasita, são os cistos, ou melhor as feridas causada por eles.
Depois que o parasita se desenvolveu bastante o peixe fica com uma espécie de "cordão" branco, onde solta milhares de novos parasitas para contaminar outros peixes.
São organismos grandes, unicelulares, móveis, com formato esférico a oval tendo seu maior diâmetro entre 0,05 – 1mm. Toda sua superfície é ciliada. Seu macronúcleo possui a forma característica de ferradura.
Os parasitas vivem em cistos na hipoderme onde seus movimentos rotatórios podem ser observados.
Em alguns casos, a infestação é limitada as brânquias. A partir dos movimentos rotatórios o parasita se alimenta de partículas epiteliais e fluidos teciduais do hospedeiro.
As manchas e pintas brancas que são comumente observada, chamadas de terontes são parasitos ou grupos de parasitas encistados, não suscetíveis a droga antiprotozoárias.
Com o crescimento do protozoário o teronte aumenta de volume, rompe e libera o parasita, chamado trofozoito que passa a viver sobre a pele ou brânquias do peixe. Posteriormente dirige-se ao fundo do aquário, onde adere-se em objetos como cascalho ou tubulação, encapsula-se em uma gelatina, O trofozoito aderido sobre mitoses internas, produzindo numerosos indivíduos jovens ou tomites. Dentro de um período de 18 a 21 horas (em 23 a 25 ºC) de 250 a 1000 de tomites ciliados são produzidos, sendo libertados para a água. Eles nadam ativamente e caso encontrem algum hospedeiro penetram na pele e dilatam-se formando cistos e desenvolvendo-se em novas formas adultas. Caso não encontrem um hospedeiro morrem em cercas de 48 horas. O ciclo é completado em 10-14 dias em cerca de 22º C até 21 dias para temperaturas mais baixas
A anemia causada faz uma diminuição da atividade dos peixes, seus movimentos ficam menores e suas nadadeiras fechadas.
Os parasitas causam muita coceira, e o peixe procura qualquer coisa para ficar se coçando. Na fase mais aguda, eles perdem a vitalidade, ficando parados no fundo.
Ictio
Tratamento: a) Elevar a temperatura do aquário para 30 graus; b) Aplicar um parasiticida de ação rápida (Azul de metileno, Ictio[Labcon]); c) Sal grosso (15g /10 litros) por uma semana (Não usar em coridoras e peixes de couro); d) Desligar as luzes do aquário durante o tratamento; e) As formas encistadas (no hospedeiro e no substrato) são resistentes à maioria dos remédios .Os tomitos são vulneráveis à temperaturas acima de 29 ºC e a remédios a base de cobre.

Saprolegnose (Mofo dos peixes)
Agente etiológico: Saprolegnia sp.
Saprolegnose
Fisiopatologia: Fungo que ataca preferencialmente peixes feridos e debilitados. Manchas brancas ou tufos semelhantes a algodão no corpo dos exemplares.
Saprolegnose
Tratamento: Banho prolongado (4 dias) no exemplar em um aquário/hospital com sal marinho 10g/litro d'água. Para reforçar o tratamento, mergulhe-o duas vezes ao dia numa solução de sal marinho 25g/ litro d'água.

Costiose
Agente etiológico: Costia sp
Costiose
Fisiopatologia: Existem duas espécies: Costia pyriformis que infesta as brânquias e o corpo, e Costia necatrix, que ataca apenas o corpo. Os peixes contaminados costumam concentrar-se em locais de água movimentada.Podem se coçar em locais duros como pedras e cascalho, normalmente apresentando aspecto apático e ficando no fundo do aquário. Um brilho cinza-azulado pode ser notado nos flancos do animal.
Inicialmente, o peixe perde o apetite. Causa forte turvação na pele (manchas esbranquiçadas), podendo mesmo nos casos mais graves, levar à destruição da pele, provocando feridas com sangramento. Podem ser também visíveis algumas ramificações vermelhas nas barbatanas.
Costiose
Tratamento: a) Aqualife ou Labcon Ictio ( 1 gota / 2 litros de água); b) Verde de Malaquita, Tripaflavina ou ainda Formol; c) Banho, no aquário/hospital, numa solução de 2mg/l de Permanganato de Potássio (KMnO4); d) Banho de sal (2,5 g/l de água) de 10 a 20 minutos por dia até que a pele fique clara.

Dactilogirose (Flukes)
Agente etiológico: Dactylogirus sp
Dactilogirose
Fisiopatologia: Verme parasita de 4 olhos e 2 trombas ligadas às glândulas que secretam um líquido irritante. Típico das guelras, é mais perigoso que o Gyrodactylus. O peixe boqueja, suas guelras aumentam, ficam pálidas, salientes e com as bordas engrossadas, forçando os opérculos a ficarem entreabertos.O parasita se fixa no peixe por meio de um disco especial e introduz sua tromba para sugar sangue. Reproduz-se por ovos. Pouco comum nos aquários de peixes ornamentais. Quando a infestação é grande, pode haver destruição do tecido branquial e ruptura de vasos, com a morte por asfixia ou hemorragia.
Dactilogirose
Tratamento: a) Azul metileno 2 mg /litro de água + Formalina (40%) 2 ml /10 L de água ( banhos de 30 a 45 min) retirando o peixe, logo que apresente sinais de angústia; b) Usar aeração durante o tratamento. Após 3 dias, trocar metade da água; c) Banho de sal comum, 10 a 15 g /litro de água.

Oodinose (Doença do Veludo)
Agente etiológico: Oodinium pilularis
Oodinose
Fisiopatologia: O contágio é direto, por uma forma flagelada infectante de seu ciclo de vida que pode deslocar-se ativamente a procura de um novo hospedeiro. Os sinais clínicos da doença do veludo, inicialmente são inespecíficos onde o peixe apresenta irritação cutânea, aumento da produção de muco e distúrbios natatórios.
Quando a parasitose torna-se mais intensa surgem manchas brilhantes acastanhadas na superfície do corpo assemelhando-se ao veludo. Neste estágio os peixes já apresentam disfunção respiratória, congestão e hiperplasia branquial.
Estágios agônicos com peixes indo ao fundo com o ventre para cima e nados em rodopio sucedem a fase de disfunção respiratória e nenhum tratamento pode reverter o quadro. É extremamente perigosa para os peixes pequenos, principalmente para os caracídeos (Neon, Rodóstomus, etc.), podendo "devastar" um aquário em menos de 6 horas.
Oodinose
Tratamento: a) Azoo anti-oodinium; b) Banhos demorados de tripaflavina; c) Azul de metileno 2 gotas 5% / 5 L de água , durante 5 dias; d) Elevação da temperatura a 30º C e escurecimento total do ambiente; e) Retirar as plantas e todos os objetos do aquário.

Plistoforose (Doença dos neons)
Agente etiológico: Plistophora hyphessobryconis
Plistoforose
Fisiopatologia: Ataca principalmente os neons tetra e outros peixes como os paulistinhas e o espada.O peixe apresenta perda de apetite, nada sem parar (inclusive à noite) .Fica muito agoniado. Nada em posição anormal (oblíqua).Apresenta descoloração, como nos casos do neon tetra e do cardinal, nos quais começa como manchas que se estendem até atingir sua faixa fosforescente. Fica separado do cardume .Emagrece, ficando desbarrigado. Há endurecimento e destruição dos tecidos. Ataca os rins.
Plistoforose
Tratamento: a) Não há tratamento específico.A cura é difícil; b) Pode-se tentar banho em solução de 2,5g de euflavina ou 2g de azul de metileno para 100 L de água, durante 15 dias.

Quilodonelose
Agente etiológico: Chilodonella cypprini Moroff
Quilodonelose
Fisiopatologia: O agente mede cerca de 60 micra de comprimento por 45 micra de largura. Sua forma é oval. Este parasita ciliado, que produz opacidade branco-azulada, parece alimentar-se de células epidérmicas destruídas e de células do epitélio branquial dos peixes. Os indivíduos infestados nadam e respiram com dificuldade, roçando-se contra o fundo de areia a fim de livrar-se dos parasitos. Este parasito se transmite por contágio direto de peixe a peixe. Se o peixe morre, a Chilodonella abandona-o rapidamente. Este ciliado parasita pele e tecidos, portanto é um ectoparasito puro, sendo considerado parasita da debilidade. Sua multiplicação é imensa e ataca somente peixes débeis.
Quilodonelose
Tratamento: a) Banho de tripaflavina por 24 horas (com esta medicação, o parasita morre em 10 horas); b) Elevar a temperatura da água para 28 ºC.

Ascite Infecciosa (Hidropsia)
Agente etiológico: Aeromonas punctatus
Ascite Infecciosa
Fisiopatologia: Conjunto de sintomas e sinais que surgem no decorrer de certas doenças. Ocorre quando há retenção de líquidos na cavidade abdominal, músculos e pele dos peixes, com consequências para todos os seus orgãos. Quando isto ocorre, o nível de proteínas do sangue diminui muito, o sangue se dilui, fica aquoso. Ocorre insuficência renal e cardíaca. Ele não consegue eliminar água de seu organismo. Incha. As escamas, que estão presas a ele só por uma parte, se levantam, eriçam. Ocorrem lesões nas guelras, intestinos, etc. Período de incubação: 4 a 8 dias. Doença comum em ciprinídeos e rara em peixes tropicais. A mortalidade dos doentes é de 30 a 40%.
Ascite Infecciosa
Tratamento: a) Injeções de cloromicetina : 0,1 mg/ 10g de peso vivo estreptomicina: 1 mg / 50g de peso vivo; b) Phenoxethol: 10 a 20 ml de solução a 1% por litro, colocada aos poucos, por 24 horas; c) Sal grosso: 1 colher de sopa/10 litros de agua; d) Aureomicina (clorotetraciclina) 250 mg / 20 L de água durante 3 dias; e) Terramicina (oxitetraciclina) 50 mg / litro de água em banhos de 24 a 72 horas.

Buraco na Cabeça (Hole-in-Head)
Agente etiológico: Hexamita sp.
Buraco na Cabeça
Fisiopatologia: Nos estágios iniciais da doença, o peixe apresenta um quadro geral de desnutrição e fraqueza geral (caquexia), gastroenterite e peritonite.
Em peixes ornamentais é muito comum a manifestação da doença associada a outros parasitas ou agentes patogênicos oportunistas, como bactérias, particularmente devido à queda das defesas do peixe.
As características gerais são a despigmentação de áreas, quase sempre nas regiões ao lado da cabeça, e/ou o surgimento de pequenos orifícios, geralmente muito pequenos e rasos em suas fases iniciais, via de regra próximos ou sobre a linha lateral que se extende na cabeça do peixe. Esses orifícios costumam aparecer, inicialmente, agrupados, pouco profundos, e às vezes já com alguma formação pustulenta visível em seu interior, mas ainda interno à ferida (não há projeções /"corrimento"). Muitas vezes se manifesta de forma simétrica na cabeça e/ou na linha lateral (geralmente também em sua extensão na cabeça) do peixe . Podem ainda ocorrer próximos aos olhos, geralmente acima ou abaixo desses .
A moléstia, ao avançar, passa dos sintomas iniciais a apresentar verdadeiros "buracos" - daí o nome popular da moléstia. Nesse estágio, quase sempre ocorre também verificação da presença, em maior ou menor grau, de substância esbranquiçada semelhante a pus preenchendo os "buracos", ou mesmo projetando-se deles -- sob forma "cilíndrica", "de linha", ou na forma de "glóbulos superpostos" (como uma "couve-flor") ou forma "esponjosa". Essa substância é tida, por alguns pesquisadores, como altamente infectante, já que em sua visão prováveis patógenos causadores da doença (p. ex., Spironucleus / Hexamita) estariam contidos nessa substância. Os "buracos" tendem a continuar aumentando ainda mais de tamanho e profundidade, produzindo feridas verdadeiramente grandes (crateriformes), e sempre à mercê de infecções secundárias por bactérias, fungos ou protozoários .Muitas vezes são essas próprias infecções secundárias que acabam por matar o peixe.
Buraco na Cabeça
Buraco na Cabeça
Buraco na Cabeça
Tratamento: a) Metronidazol (Flagyl / 400mg).250mg /100 g de alimento em pasta ou vivo, 2 X ao dia, por 10 dias; b) Sempre que o peixe tolerar temperaturas mais altas, a mesma deve sempre ser lentamente aumentada até 34 °C ou o mais próximo possível disso (o máximo tolerado pela espécie), pois com temperaturas menores que 32 °C dificilmente qualquer tratamento funcionará; c) Antissépticos e/ou de antibióticos (mercúrio-cromo, Rifocina spray®, Povidine®, Betadine®, Permanganato de Potássio) se faz quase sempre necessário nesses casos.

Chondrococcus (Limo dos peixes)
Agente etiológico: Chondrococcus columnaris
Chondrococcus
Fisiopatologia: Aparecimento no corpo de uma crosta aparentando limo ou mofo, por vezes atacando também a boca. Peixes habituados a água de temperatura relativamente baixa, quando transferidos para águas de temperatura mais alta são suscetíveis à doença. Além da formação de uma espécie de limo no corpo do peixe,manchas branco-azuladas se fazem presentes. Nesta fase a nadadeira caudal aparece carcomida, bem como as demais. O peixe perde seus movimentos, boqueja e morre ao cabo de alguns dias, se não for convenientemente tratado. Em algumas espécies há o aparecimento do anel hiperêmico (superabundância de sangue) na cauda e às vezes ao redor dos olhos. Os tremores característicos aparecem antes da doença estar em último estágio.
A doença geralmente tem início numa ferida. Assim, peixes transportados ou colocados em recipientes pequenos e inadequados têm maiores probabilidades de adquirir a doença. Os que são retirados em redes ásperas, geralmente, apresentam feridas na boca e descamação no corpo, estando nestes casos sujeitos à doença.
Chondrococcus
Tratamento: a) Terramicina 500 mg /40-50 litros de água, em banho de 24 a 48 horas; b) Tripaflavina 2 mg /25 L de água em banhos de 24 horas.

Tuberculose pisciária
Agente etiológico: Myxosoma cerebralis
Tuberculose pisciária
Fisiopatologia: A transmissão se produz pela ingestão de esporos , presentes num portador (Tubifex).O parasita invade a cartilagem do peixe, produzindo necrose e deformidade. O peixe apresenta, durante a primeira fase da doença, movimentos rotatórios ao nadar, em seguida começa a emagrecer na parte superior do corpo, logo após a cabeça. Nesta fase, o peixe emagrece bastante.Apresenta, ainda, coloração escura na parte caudal. Doença pouco comum em peixes de aquário, sendo comum em salmonídeos.
Tuberculose pisciária
Tratamento: Não há cura atualmente.

por Áureo Filho

Fontes:
Dr. Rodrigo Mabília - AquariOnline
El Aquarista




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Última Atualização: 02.10.08 12:40
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quarta-feira, 20 de julho de 2011

MandarinsxDiamante GouldxBengalim do Japão(Manom)











Vou falar em primeiro lugar nessa secção de como é que tiro criação das minhas diversas aves .
Mandarins : Os mandarins cá em casa ficam separados os machos das femeas fora da epoca de criação e quando ocorre a muda da pena . Geralmente os machos ficam numa voadeira todos juntos menos os mais problemáticos que arrancam as penas aos outros , estes ficam numa gaiola sozinhos , as femeas também ficam todas numa voadeira e até agora não tenho tido queixa de maus tratos de umas com as outras . Em fevereiro (açores) , junto os casais em gaiolas individuais já com os ninhos na gaiola e com material de ninho , á disposição para eles começarem a fazer o ninho . Quando começam a por os ovos , eu substituo todos os dias o ovo verdadeiro pelo ovo de plastico e coloco o verdadeiro num recipiente tipo chavena de chá com alpista dentro para proteger o ovo , mas sempre que passa um dia e coloco outro ovo verdadeiro no recipiente , eu dou meia volta no ovo ou ovos dos dias antes , para que a gema não cole na parede do ovo ( antes de mexer nos ovos devemos secar bem as mãos , porque a transpiração faz mal ao ovo ) . Os mandarins colocam cá em casa em media 6 no maximo 7 ovos , ao sexto ovo eu coloco os verdadeiros ovos dentro do ninho e conto no calendario 15 dias para o nascimento ( uns nascem antes , outros depois ) . Eu só deixo cada casal de mandarins criarem 4 crias de cada vêz e só 3 posturas por ano , os restantes ovos de cada postura ou criam os bengalins ou então nem é preciso dizer , mas antes de eu tirar os ovos em excesso eu vejo se todos estão com pinto ou não e para isso utilizo uma lanterna com foco de luz fino , e eu coloco o ovo entre mim e a lanterna e assim dá para ver se tem pinto ou não . Ao setimo dia eu coloco a anilha nos passaros e marco no computador o numero da anilha do pai da mãe e da cria assim evitando cruzamentos do mesmo sangue . Quando os filhos já têm o corpo totalmente coberto de penas , eu tiro o ninho da frente da gaiola e coloco-o no fundo da gaiola , para eles ganharem coragem de sair do ninho . Quando eles sairem eu retiro o ninho antes que os pais metam ovos novamente sem que as crias saibam comer por si só ( e muitas vezes as penas das crias servem de material de ninho ) .
Diamantes de Gould : Os diamantes de gould , ficam todo o ano dentro de uma voadeira femeas , machos , filhotes tudo numa boa . Quando eles acabam a sua longa muda da pena , eu deixo-os descançar um pouco depois mais ou menos por volta de agosto ( açores ) , eu começo a fazer os casais . Ao contrario dos mandarins eu não meto a caixa de ninho no primeiro dia porque eles levam algum tempo a se aceitarem um ao outro . Mais ou menos uma semana depois eu coloco a caixa de ninho mais o material de construção , e é ai que faço também os casais de bengalins já com os ninhos colocados nas gaiolas porque estes não perdem tempo a procriarem . Quando um casal de diamantes de gould coloca os 5 a 6 ovos , eu troco logo com um casal de bengalins , porque alguns casais de gould partem os ovos no fundo da gaiola logo após a conclusão da postura . Depois de ver se os ovos estão todos com pinto dentro eu deixo só 4 num casal de bengalins porque , embora os bengalins sejam provavelmente os melhores pais do mundo , 5 e 6 filhos para criar não é bom nem para os pais nem para os filhos . Logo após retirar-mos os ovos dos diamantes de gould , mais ou menos 6 dias depois eles já estão a por outro conjunto de 5 ou 6 ovos , e repete-se o mesmo processo . Sete dias após o nascimento eu coloco a anilha em cada um e mais tarde quando os filhos estão com o corpo coberto de penas eu meto o ninho no fundo da gaiola , espero que eles saiem , retiro o ninho , e só os separo dos pais quando eles quase que não têm mais os brilhantes nos cantos da boca , porque pelo que tenho lido na net os diamantes ficam muito vuneraveis alguns morrem se forem separados dos pais cedo demais .
Canarios : Fora da epoca de criação os machos ficam separados das femas , cada qual na sua gaiola , as femeas ficam todas juntas . Em fevereiro ( açores ) , eu junto os casais , uma semana depois eu coloco o ninho e o material de ninho , e depois vou vigiando com um espelho se tem ovos ou não . Quando eles metem ovos eu substituo por ovos de plastico , depois eu coloco os verdadeiros quando a femea acabar de colocar o ultimo ovo ( normalmente o 4 ) . Os passaros nascem mais ou menos 15 dias depois , e 7 dias mais tarde eu coloco as anilhas . Quando eles começarem a sair do ninho , este é retirado , para impedir a femea de colocar ovos antes dos filhos saberem comer sozinhos . Os canarios eu só deixo fazerem 3 posturas por ano e nunca na epoca da muda da pena porque eles podem morrer e com eles as crias ... lógico .
Nos Glosters nunca esquecer :
Corona + consorte = OK
Consorte + consorte = OK
Corona + corona = Não OK
Bengalins : Como é que eu tenho criação de bengalins cá em casa ? Nos açores , todos os meses do ano servem se estiverem fechados em lugar quente nos meses mais frios . Á sempre a interrupção na altura da muda da pena e depois voltam ao ataque , o ninho é o mesmo que utilizo para os mandarins e diamantes de gould . Os bengalins cá em casa só dão 4 posturas por ano , por minha escolha logico , por eles éra todo o ano . Se for para servirem de ama seca para diamantes de gould ou mandarins , não é preciso substituir os ovos por ovos falsos , mas se for para ter criação deles proprios , é melhor substituir , para que nascem todos ao mesmo tempo .
Agapornis : Neste momento tenho um casal de fichers , mas já tive um casal de personatas , são criaturas adoraveis e em principio depois de terem sucesso na primeira criação as restantes são mais faceis . Eu tenho o ninho todo o ano na gaiola , porque ainda não sei bem qual o melhor mês para a prociação desta especie . A sexagem depois de muito debater com colegas , já aprendi e vou partinhar . Agarra-se o passaro e coloca-se o dedo no recto do animal , ou seja no local por onde sai o possivel ovo , se os ossos estiverem bem proximos é macho se estiverem afastados é femea , que é o espaço por onde sai o ovo . Se tiverem só machos ou femeas em casa a principio é dificil saber , mas se tiverem a sorte de ter machos e femeas , ai é facil porque têm um ponto de comparação . O acasalamento faz-se nos meses mais quentes do ano , e até nascer passam-se uns bons 22 dias na espectativa . Não é preciso substituir os ovos verdadeiros por falsos , os passaros mesmo com dias de diferença de nascença , são bem tratados pelos pais , se estes forem bons tratadores claro .
Anilhas : Eu coloco as anilhas em todas as minhas raças de passaros aos 7 dias de vida ou aos 8 dias conforme se nascem todos ao mesmo tempo ou não . Coloca-se a anilha no passaro fazendo dos três dedos da frente como um só e depois desliza-se a anilha rodando para um lado e para o outro , até esta passar pelo dedo de trás do passaro e já está . Nos primeiros 5 dias eu verifico sempre todos os dias se as anilhas ainda estão ou cairam , porque acreditem basta passar 2 dias sem a anilha que já não passa mais no tornozelo , eles crescem muito depressa . Eu este ano ( 2009 ) , fiz-me socio do clube de ornitologia de S.Miguel , agora tenho anilhas oficiais que me permitem participar em exposições , também dá para seguir o rasto das minhas aves pelo mercado sendo o stam de cada socio unico , o meu já agora é o 930 AG em 2009 . O numero de anilha que eu uso é a 2.9 , é a anilha ideal para os canarios que eu crio , e mais que suficiente para os mandarins e diamantes de gould , assim com um numero apenas eu anilho todas as especies que tenho em casa sem ter que fazer stock . As anilhas são muito importantes na prevenção de acasalamentos entre parentes , no caso dos mandarins ou diamantes de gould , na perseguição incansavel de nós os criadores de alcançar uma mutação que nos agrade , é muito facil cruzar-mos parentes se não prestar-mos atenção , as anilhas ajudam a fazer uma arvore geneologica das aves , lembrem-se que só ao fim de 5 gerações é que podem acasalar o pai com a quinta neta , que não faz mal . Abaixo tenho uma tabela tirada de um outro site para terem uma melhor informação sobre as anilhas e as raças de passaros correspondentes .
Diametro
Raças de aves
2,0
EXÓTICOS: Ventre laranja, Diamante bichenov, Cauda vinagre, Peito celeste, Bengalim zebrado, Bico de coral, Face laranja, Colibri, Astrilda onduluda, Astrilda costas vermelhas, Bengalim da india, Amarantas, Capuchinho cabeça negra, Freirinha anã, Freirinha bicolor, Freirinha negra, Freirinha castanha (Fernando pó).
2,5
EXÓTICOS: Diamante aurora, Diamante ruficauda, Astrilda granadin, Bengalim verde ponteado, Astrilda Codorniz, Melba (Maracaçhão), Astrilda peito negro, Diamante Phaeton, Diamante modesto, Diamante de Gould, Diamante mascarado, Erithruras, Bavete, Pardal dourado de costas castanhas, Bengalim do Japão, Dominós, Mandarim, Bico chumbo, Canário de Moçambique, Bico prata. INDIGENAS: Ceresino, Lugre.
2,7
CANÁRIOS PORTE: Hoso Japonês, Raça Espanhola. EXÓTICOS: Degolado, Alario, Tentilhão cabeça negra, Capuchinho tricolor, Botão ouro ou canário da terra, Cabecita de fósforo, Amadina de cabeça vermelha, Freirinha Grande, Dom fafes Mongólia, Asa rosa. Mandarim (mutação gigante).
INDIGENAS: Pardal dos Caniços, Pintassilgo, Pintarroxo de bico amarelo, Pintarroxo comum.
2,9
 CANÁRIOS: TODOS OS CANÁRIOS DE CÔR. CANÁRIOS PORTE: Lizard, Gibber Italicus, Gloster, Scotch Fancy, Fife Fancy, Frisado Norte/Sul, Poupa Alemão, Frisado Suiço, Munchener, Fiorino, Mackich.
EXÓTICOS: Tangará, Cini de Bico Grosso, Verdelhões: China, Himalaias e cabeça negra, Pardal coroado.
INDIGENAS: Emberiza, Tentilhão do Norte, Tentilão Comum.
3,0
 CANÁRIOS PORTE: Border, Norwich, Crest, Lancashire, Berner e Bossu Belga, Crestbread Yorkchair. EXÓTICOS: Pardal: Flaveola, Cabeça cinzenta, Castanho, Tecelões: Baja, dorso amarelo, mascara, Siva asa azul, Rouxinol do Japão, Roselin de Pallas, Tordo laranja, Melro Shama, Bulbul.
INDIGENAS: Pardal doméstico, Verdelhão da Europa, Dom fafe.
3,2
 CANÁRIOS PORTE: Frisado Parisiense, Padovano. EXÓTICOS: Bispo Azul do Brazil, Bico grosso da China, Pardal de Java, Tangará vermelho do Brasil.
INDIGENAS: Bico Grosso.
3,5
 PSITACÍDEOS: Todos os NEOFEMAS, Bourkes, Turquoisine, Elegante, TODOS LORIQUITOS de Asa Azul ou Croupion
verde, Agapornis cana.
EXÓTICOS: Tagarelas Boreal e da Boémia, Cardeais, Bico grosso do Japão e México.
INDIGENAS: Bico cruzado.
COLUMBÍDEOS E GALINÁCEOS: Codorniz anã da China, Arlequim, Rolas: Diamante, Peru, Zebrada, M. Ferro.
4,0
 PSITACÍDEOS: Liliane, Fischer, Nigrígenis, Personata, Pullaria, Periquitos Ondulados (ancestrais). EXÓTICOS: Melro Violeta barriga branca, Martin asiático-cabeça cinzenta e China.
INDIGENAS: Tordo Comum.
COLUMBÍDEOS E GALINÁCEOS: Pombo Tranquilo.
4,5
 PSITACIÍDEOS: Roseicollis, Taranta, Kakarikis, Blue Bonnet, Stanley, Roselas, Catarinas, Croupion vermelho. EXÓTICOS: Spreo soberbo, Melro Metálico Purpura, Martin triste, Martim coroado, Mayna (pequena).
INDIGENAS: Melro comum, Estorninho, Tordeia.
PERIQUITOS ONDULADOS de exposição (standard).
COLUMBÍDEOS E GALINÁCEOS: Codorniz indigena e Rola da China.
5,5
 PSITACÍDEOS: Caturras, Cabeça de Ameixa, Rosela Omnicolor, Palliceps, Princesa Gales, Stanley. EXÓTICOS: Martim de Rotschild e Mayna (grande).
INDIGENAS: Tordoveia.
COLUMBÍDEOS E GALINÁCEOS: Codorniz do Japão, Colin da Califórnia e Virginia, Rola Brava.
6,0
 PSITACÍDEOS: Periquito de Bigodes, Loriquito Swainson, Periquito de Frente Dourada, Aratinga Sol e Jendaya Pennant, Real, Ring Neck, Barraband, Bamardius, Port Lincoln, Melanure. EXÓTICOS: Gaio Azul, Pega Azul, Pega Verde (INCA).
INDIGENAS: Gaio Cumum.
7,0
 PSITACÍDEOS: Amazonas, Ara Severa, Pequenas Catatuas, Loris Negro e Versicolor. INDIGENAS: Pega, Gralhas, Corvos.
COLUMBÍDEOS E GALINÁCEOS: Pombo Bravo, Pombo Torcaz.
8,0
 PSITACÍDEOS: Catatuas crista amarela e Alba. COLUMBÍDEOS E GALINÁCEOS: Perdiz, Perdiz chuckar, Perdiz cinzenta ou charrela.
9,0
 COLUMBÍDEOS: Mariola Damasceno, Schiett, Gaxxi, P.V.Norwich, P. V. Lille, P.V.Pigny, Arcanjo Cabeleira, Pega Inglesa, Tremedor de Stargard,etc.
10,0
 PSITACÍDEOS: Papagaio Cinzento Africano, Papagaio do Cabo, Papagaio Amazona, Catatua. COLUMBÍDEOS E GALINÁCEOS: Faizão Dourado, Mariola, Criador Lusitano, Cauchois, Bagadês, King, P. V. Inglês, etc.
PALMIPEDES: Pato Carolino e Mandarim.
12,0
 PSITACÍDEOS: Amazona de Testa Azul, Araras da Militar à amarela e Vermelha. COLUMBÍIDEOS E GALINÁCEOS: Faizão dos Bosques, Versicolor prateado, Lady Amherst, Swinhooe, Nepal.
14,0
 COLUMBÍDEOS E GALINÁCEOS: Faizão Venerado e hoki, Gigante hungaro, Tambor Bem burg, P. V. de Gante, P. V. Baviera, etc.

Alimentação á mão : Nunca me passou pela cabeça um dia alimentar as minhas aves á mão , até que um dia morreu uma mandarim que estava a cuidar de três diamantes de gould , ficando apenas ao macho mandarim a ardua tarefa de tratar dos filhos . Até uma certa altura o macho deu conta do recado , mas depois ele desleixou-se e morreu um diamante de gould , eu fui a correr , para comprar a papa de criar á mão, e uma seringa á farmacia para ver se os outros escapavam . Final da historia os outros dois escaparam , mas fica o registo que o que morreu foi o primeiro que anilhei com anilha oficial a Nº1 , que sorte . Agora todos os dias á tarde eu faço um pouco de papa liquida , para tratar de todos os passaros que estejam dentro do ninho , e que se deixem tratar claro , os pais agradessem principalmente um casal que eu fiz a experiencia de deixar criar 5 diamantes de gould ( uma experiencia a não repetir , pois mesmo comigo a tratar á mão á tarde dos filhos , os pais ficam cansadissimos ) .
Site construido por Luis Ponte versão 3.0 construida a maio 2010 um ano depois da 1ª versão.







 

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Substrato. Como montar de forma prática

Substrato. Como montar de forma prática


Escrito por Gianmarco Bertaccini   
CompartilharO substrato em um aquário plantado é de vital importância para o sucesso destas montagens. É responsável pela fixação e nutrição das plantas. Plantas aquáticas podem absorver nutrientes pelas folhas, mas para muitas a absorção pela raiz é preferêncial, principalmente para aquele grupo de plantas chamadas de anfíbias, aquelas que podem viver tempos completamente submersas como completamente emersas (adaptaram-se aos períodos de seca e cheia na natureza). Esse grupo de plantas é o mais extenso em uso no aquarismo, portanto a ausência de um substrato fértil neste aquário não proporcionará vida plena a estas plantas, o que leva ao insucesso da montagem como um todo.
Vou comentar aqui o uso de materiais mais freqüentemente usados por aquaristas e encontrados no comércio, portanto com alguma referência de uniformidade. Não são contudo, os únicos materiais usados, há diversos outros materiais, uns já testados, outros apenas de enorme potencial, porém não muito testados ainda, mas a forma de montar é a mesma, a disposição das camadas, quaisquer que sejam os materiais, deve ser separada e montada da seguinte forma:
Camada fértil – tudo aquilo que contém material para nutrição das plantas constitui essa camada. Será a camada mais profunda, longe do contato com a coluna livre de água.
Camada inerte – será a camada que recobrirá a camada fértil, isolando-a da coluna livre de água. Também é o primeiro local de fixação das plantas, como na figura abaixo.

Materiais mais usados como camada inerte são cascalhos de rio de fina granulação e areias. As areias não podem ser muito finas, como as areias de praia por exemplo, pois compactam demais o substrato, o que não é desejável. A granulação de areias encontradas no comércio é muito variada e nem sempre muito constante, é comum não achar a granulação ideal de tempos em tempos. Para não cair no erro de usar a que tem na hora da procura, que pode ser ou muito grossa ou muito fina, procure sempre as boas lojas do ramo, mais acostumadas com aquários plantados, pois elas mantém um estoque constante. O cascalho de rio fino já é um material que preserva mais uniformidade na apresentação, as granulações são sempre constantes. É mais fácil de ser achado nas lojas do que as areias. Procure sempre por cascalho de rio fino. Ambos os materiais, o cascalho e as areias, devem ser inertes quimicamente, não devem ter poder de alterar propriedades da água, devem ser neutros nesta característica.
Abaixo da camada inerte de cobertura vem a camada fértil. Há diversos materiais para serem usados para a composição dessa camada, porém o intuito desse artigo é mostrar os mais usados, que sejam de resultado eficaz e fáceis de serem encontrados, que são: Laterita e os fertilizantes orgânicos comerciais e caseiros.     
A Laterita pode ser encontrada basicamente em duas versões, a do tipo cascalho ou a do tipo concentrada. A do tipo cascalho vai ocupar mais espaço físico do que a concentrada, pois é apresentada como um cascalho mesmo. Portanto na hora de calcular a quantidade da camada inerte de cobertura, quem está usando a laterita do tipo concentrada terá que possuir maior quantidade da camada de cobertura do que quem está usando a laterita do tipo cascalho, pois a laterita tipo concentrada vem em muito pouca quantidade se comparada a do tipo cascalho, e portanto precisa ser misturada com a outra camada. Veja a figura abaixo:


A quantidade a ser usada do tipo concentrada vem descrita na bula que acompanha o produto, já a do tipo cascalho não. Também há variações na forma de usar a laterita do tipo cascalho, interferindo aí mais uma questão de gosto pessoal do que comprovação científica. Geralmente é montada uma camada entre 3 a 5 cm de altura por toda a área do substrato, pouco a mais ou pouco a menos também não interfere em nada. A quantidade a ser usada está intimamente ligada ao tamanho do aquário, portanto cada tamanho é uma quantidade aproximada. Oriente-se pelas lojas, pois já estão mais acostumados com as diversas quantidades para os variados tamanhos de aquários.
Os próximos materiais da camada fértil são os fertilizantes orgânicos comerciais e caseiros. Só mais um lembrete em questão a laterita. A laterita exclusivamente não categoriza um substrato como fértil. Ela contém certas quantidades de minerais necessários para a nutrição vegetal, porém não é completa, daí a necessidade de uso dos fertilizantes orgânicos.     
Existem os fertilizantes orgânicos prontos encontrados em lojas, como por exemplo o Tetra Initial Sticks (TIS), Azoo Condensed Fertilizer entre outros. Pode-se também utilizar Húmus de minhoca de boa procedência, já pronto para uso ou preparar o seu próprio húmus para usar. (no endereço http://www.geocities.com/aquabrasilis/humus.html aprende-se a preparar o húmus).
Estes fertilizantes orgânicos deverão ser acomodados na camada fértil, onde já se encontra a laterita. Segue alguns exemplos de distribuição desses materiais nesta camada.
1°- com fertilizante comercial (ex. TIS)



Aqui o fertilizante é espalhado entre a camada de laterita. Pode-se “polvilhar” um pouco de fertilizante, recobrir com laterita, “polvilhar” de novo e assim por diante (seguir a bula do fabricante).
2°- com húmus



Aqui foi feita uma profunda camada uniforme de 0,5 a 1 cm de altura. Outra parcela de húmus foi misturada com a laterita.     
A quantidade de húmus na composição do substrato pode ser calculada em aproximadamente 1,5 kg para cada 50 litros. Pode-se também misturar fertilizantes, comerciais com húmus por exemplo, se obterá uma fertilidade mais completa para esse substrato, porém as quantidades de cada um deve ser reduzida para se evitar overdose de nutrientes.
Outro produto encontrado no mercado são as pastilhas. Essas pastilhas (ou bolas) são “vitaminas”, usadas quando se quer dar uma “turbinada” no crescimento de algumas plantas. As que fazem melhor uso de um produto assim são as plantas de vigorosa estrutura radicular como Echinodorus, Aponogeton, Cryptocorine, Crinum, Anubias, etc. Estas pastilhas são rapidamente consumidas, portanto não podem constituir exclusivamente a fertilidade do substrato. Na figura abaixo vê-se como aplicar esse produto:


Acomodação e alturas do substrato no aquário
Uma forma básica da acomodação do substrato é o formato “rampa”, onde a altura do substrato na frente é menor do que a parte de trás. Plantas maiores sempre são acomodadas na parte posterior, portanto demandam uma maior profundidade de substrato para a fixação. Plantas à frente são menores, requerem menos profundidade para atingir a camada fértil. O efeito estético que a disposição do formato “rampa” proporciona também é agradável. Deve-se evitar a montagem “plana” do substrato, nem tanto por estética, mas sim pela saúde das plantas de trás. Tomando como exemplo um aquário de 40 cm de altura, a porção dianteira pode possuir como altura total de 4 a 5 cm em média. Já a porção posterior de 10 a 12 cm de altura em média, como na figura abaixo:


A porção fértil do substrato pode manter uma constância de altura por toda a área, exceção apenas para a laterita do tipo cascalho, que pode ser levemente levantada no sentido da “rampa”, mas não é uma regra.     
O estilo “Rampa” não é a única variação na montagem do substrato. O paisagismo em aquários plantados é praticamente ilimitado, e a montagem em diferentes alturas não foge dessa característica, há inúmeras e inúmeras maneiras de se montar variando no paisagismo, mas não é assunto para este artigo.     Espero que esse artigo ajude a quem está com dúvidas iniciais na montagem e nos materiais mais usados no preparo de um substrato adequado para um aquário plantado.